Arquivo mensal: abril 2016

Viaje sempre, mesmo sozinho(a)!

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Pesquisas já mostraram que viajar traz mais felicidade do que comprar qualquer bem material. Isso por causa das experiências individuais que temos enquanto viajamos e que podem ser transformadoras.

Em nome da praticidade no nosso dia a dia, tendemos a fazer as coisas sempre de maneira parecida. O que leva aos mesmos acontecimentos, com algumas variações. Mas quando você está viajando, você sai da rotina, respira novos ares, experimenta novos olhares, sobre você mesmo e sobre sua vida.

Viajar sozinho(a) proporciona o exercício de auto conhecimento, pois tudo vai depender somente de você. Suas escolhas serão só suas. Suas escolhas serão suas decisões, e não uma sentença. Vários dos seus sentidos que estavam ali, adormecidos, serão provocados e trarão sensações inesquecíveis.

No começo pode parecer estranho… silêncio, ninguém veio te acordar, não há ninguém à sua espera, tudo depende de você. Não há para quem expor suas pequenas frustrações matutinas…

Você terá que resolver seus problemas, seu roteiro, seus horários, levantar e se mexer para que as coisas aconteçam. E já que você viajou, mas voltará, esse tempo “out” merece ser vivido em sua totalidade! Então, action!! 🙂

Se mexer dá trabalho! Estar sozinho pode causar inquietação. Mas como tudo na vida, precisamos dar o tempo de nos adaptarmos. Bendito tempo!

Então a medida que você percebe o quanto é agradável a sua companhia, você relaxa e passa a perceber as suas reações diante das mais variadas situações. O fato de estar “fora de casa” já sugere desprendimento, então você tem a possibilidade de experimentar as suas mudanças de atitude. Mais de você mesmo. Você passa a se auto conhecer!

O que vale é aproveitar os momentos consigo mesmo, curtir a sua companhia, sem pressa, você verá que se você se calar, poderá passar despercebido, e se dispuser e se abrir e conversar com pessoas a sua volta, as possibilidades são incríveis!

Viajar propicia conhecimento, em todos os sentidos. Conhecimento nos dá a sensação de satisfação, conforto, empoderamento. E que tal sabermos mais de nós mesmos e assim podermos transmitir nossos saberes?

E o resto é história! São suas aventuras, suas novas amizades, novas experiências, e o(a) novo(a) você!

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Reinventando a viagem – Urubici

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Partimos em uma quinta-feira quente e ensolarada rumo a Urubici, na serra catarinense. De Florianópolis para Urubici temos duas possibilidades de rota: a primeira rota é seguindo pela BR 282, percorrendo 169 Km, passando pelas cidades de Rancho Queimado, Alfredo Wagner e Bom Retiro; e a segunda rota, percorrendo 242 Km indo até Tubarão e seguindo pela Serra do Rio do Rastro, passando pelas cidades de Orleans, Bom Jardim da Serra e Pericó. E finalmente Urubici!!

Optamos por ir pela Serra do Rio do Rastro… você conhece? Um cenário belo e desafiador! São 284 curvas – conhecidas como cotovelos, por serem muito fechadas – em apenas 25 Km de estrada, onde circulam vagarosamente carros, caminhões, ciclistas, motociclistas, e até andarilhos… é impressionante!

Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro – Santa Catarina

Urubici fica a uma altitude de 915 m acima do nível do mar e podemos ir até lá em várias ocasiões, durante as estações quentes e aproveitar as cachoeiras ou durante as estações frias e curtir um verdadeiro frio catarinense.

Paramos várias vezes para contemplar a paisagem

E como viagens podem ser cheias de imprevistos…

Uma típica viagem de feriadão. Era um dia bem quente e ensolarado. Como sempre, conferimos o aplicativo de celular que informa o clima do destino. E lá dizia: chuva! Sem acreditar que aquele solzão seria encoberto por uma imensa e úmida nuvem, e teimosos que somos, levamos nossas roupas de banho! Pra quê?!

Assim que chegamos na cidade, nos instalamos na pousada, um calor, nos aprontamos para passear pelo centrinho, jantar e… CABRUM! Vem a nuvem chover sobre Urubici… A dita nuvem nos acompanhou por todo o dia seguinte e ganhou até um nome, Clô (de cloud, em inglês). Rsrs

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Dia chuvoso – paisagem próximo ao centro de Urubici

Aí, sabe aquela viagem pra tomar banho de cachoeira? Tivemos que reinventar! Compramos  alguns agasalhos – sim, o frio é frio mesmo – e plano B em ação…

Conhecemos restaurantes lindos e lojas com artesanatos lindos. Tudo muito aconchegante e de bom gosto. Aliás, a cidade é um brinco. Mesmo com 96% de ocupação dos hotéis e pousadas, circulávamos livremente, sem lotações ou trânsito. Isso se explica pela variedade de instalações da cidade, com pousadas no centro e outras de altitude, super charmosas e que nem dá vontade de sair.

Aproveitamos para utilizar as áreas públicas da cidade. Quando a chuva deu uma trégua, as crianças até brincaram nos brinquedos da praça. Mas logo um morador sabido anuncia: “Vamos embora porque vai chover de novo…” Achamos que seriam alguns pingos de chuva. Que nada… precisamos correr, foi um toró! Ai, ai… Rsrs

Então, ficamos sabendo que acontecia ali perto, a 60 Km, em São Joaquim, a Festa da Maçã, e fomos conferir. Um clima rural, bem parecido com Urubici, uma festa cheia de… maçãs! De todos os tamanhos, desde aquelas que se pareciam com uma acerola, até a maior de todas, com cerca de 800 g, parecendo um mamão papaya. Há também um pavilhão para os artesãos locais, onde vendem-se produtos feitos de maçã e artesanato.

Festa da Maçã – São Joaquim/SC

Bem ao lado acontecia uma festa de rodeio, com leilão de lotes de cavalos e gado, e do outro lado da cerca, cavaleiros (peões) com seus laços girando no alto de suas cabeças laçavam bezerros que corriam e pareciam um tanto “assustados”… a sensação é um misto de achar que é interessante por ser a cultura de um povo e “ai que dó”!

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Após saborearmos os quitutes locais, voltamos para Urubici. A música embalava nosso retorno, as crianças dormindo e a dita nuvem “Clô” nos acompanhava…

A noite, mais um super charmoso restaurante, boas companhias e founde, harmonizado com cervejas locais… hmmm

Igreja Matriz de Urubici e Vovô Delman e Tia Laura, companheiros de viagem

Dia seguinte! Dia de voltar para casa, com aquele tempo chuvoso, resolvemos partir pela primeira rota com uma parada para almoço em Rancho Queimado. Estrada linda, cheia de araucárias e quem veio nos prestigiar? O sol!! 🙂

Ótimo passeio, novos lugares, novos ares e reflexões… Pois é, viajando aprendemos de tudo um pouco. No último momento refazer nossas motivações para viajar, sempre ter um plano B e confiar no aplicativo do clima… Rsrs

Precisamos voltar para um banho de cachoeira!

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Amigo de Viagem (23/05/2016)

Viajando a gente aprende: Joinville, a cidade dos príncipes

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Quando pensamos em viajar buscamos várias motivações: descanso, aventura, encontros… Uma das nossas maiores motivações e que nos deixa bastante felizes é encontrar a família e os amigos que moram em outras cidades.

E foi assim que fomos visitar a cidade de Joinville, na região nordeste de Santa Catarina, localizada a 179 Km de Florianópolis pela BR 101.

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Cidade dos Príncipes – Joinville – Santa Catarina

Joinville foi presente para um príncipe! Em 1843, a filha de D. Pedro I, princesa Francisca Catarina, casou-se com o francês François Ferdinand, o Príncipe de Joinville.

Naqueles tempos, os casamentos envolviam politicagem, acerto de contas e tradições. Assim, François recebeu como dote um belo pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco, atual cidade histórica e praiana de São Francisco do Sul.

Além de ser conhecida, pela sua história, como “a cidade dos príncipes”, Joinville também é lembrada por sediar o Festival de Dança de Joinville e a Escola de Teatro Bolshoi no Brasil, primeira e única filial fora de Moscou. Muito bacana!

São tantas curiosidades… é a cidade mais populosa de Santa Catarina e um importante pólo econômico e tecnológico do Brasil. E tem mais! Joinville tem 6 cidades irmãs no mundo, que são cidades que compartilham características semelhantes ou pontos e referências históricas comuns.

Quanta história! Esse é o nosso Brasil…

Vejam só, fomos até Joinville encontrar familiares joinvilenses e amigos vindos de Brasília para um evento na cidade, e tivemos uma verdadeira aula de história em ótimas companhias!!

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Mirante do Morro da Boa Vista – Joinville/SC

Passeio lindo! O Morro da Boa Vista é cartão-postal de Joinville. Abriga um parque zoobotânico, além de um mirante que fornece uma linda vista para a cidade.

Dá para chegar lá em cima a pé, de bicicleta ou de ônibus. São 2 Km de percurso até o local onde se tem uma vista de 360 graus!

As meninas sempre querem espiar pela luneta… “Mamãe, papai, me dá um real?!” Rsrs

E fomos conhecer o Centreventos, onde acontecem os eventos de grande porte na cidade. O complexo abriga a Arena Multiuso, o Centro de Convenções e o Expocentro.

Ao darmos a volta no edifício, pudemos conhecer ainda onde ficam a Fundação Cultural de Joinville e a Escola de Teatro Bolshoi.

Nesse passeio de reconhecimento do lugar descobrimos que todas as sextas-feiras os alunos do Bolshoi se apresentam numa das salas, gratuitamente, e que o espetáculo começaria em 30 minutos. Que oportunidade! Estávamos no lugar certo, na hora certa! 😊

Abaixo, os talentosos e super disciplinados alunos da Escola de Teatro Bolshoi.

Visitamos até um sítio nos arredores da cidade e matamos a saudade de pessoas tão queridas. Bom demais!

Joinville, voltaremos para descobrir mais das suas histórias e de suas belezas! 😀

 

O que as crianças aprendem quando viajam: 9 transformações

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Viajar é sair da rotina, respirar novos ares, ver a nossa casa “de fora”. Uma aventura pessoal que pode ser transformadora. E se for com as crianças então…

São diversos os efeitos que acometem as crianças que viajam. Com seus olhares curiosos, vão trazendo questionamentos e percebendo as diferenças entre a sua cultura e estilo de vida e a cultura e o estilo de vida de outras pessoas, ou ainda daquele lugar que não é a casa delas.

É fato que a “vivência” é sempre mais rica do que apenas ouvir da professora na escola ou assistir pela televisão. E pode ser uma viagem para bem pertinho, num parque da cidade, num museu, num bairro vizinho, numa cidade vizinha, ou até mais longe, em outros países. A viagem acontece dentro das nossas cabeças.

Em uma viagem de Brasília para Florianópolis, de carro, quando passávamos por Uberlândia, uma de nossas crianças perguntou: “Aqui nesse país se fala português?” Rsrs

Em outra ocasião, quando estávamos em San Andres, na Colômbia, uma delas pergunta: “Como se pede um suco em espanhol?” E com a resposta ela corre em direção ao quiosque na praia.

Momentos assim provocam um sorriso e o sentimento de que sempre vale a pena o esforço da viagem. Porque viajar com crianças é sempre uma situação que exige um pouco mais de dedicação e planejamento e muitos programas infantis no roteiro.

A viagem começa antes da partida, com características e histórias sobre o lugar que será visitado. E as perguntas frequentes: “O primo vai estar lá?”, “A vovó vai também?”, “Posso convidar minha amiga da escola?”… Rsrs

Listamos abaixo algumas das transformações nas crianças que viajam sob a orientação dos seus responsáveis, sob a nossa visão:

1 – Percebem a existência da diversidade de pessoas, paisagens, culturas, comidas, e por aí vai… Descobrindo que o diferente é normal e pode ser muito bacana.

2 – Têm a possibilidade de entrar em contato com um novo idioma, abrindo a mente para as possibilidades de exploração do mundo.

3 – Adaptação à novos lugares, climas e situações, diferentes daquelas que acontecem na segurança do seu núcleo, o que estimula a autoconfiança.

4 – Aprendem a escolher, em momentos da viagem, entre um destino ou outro, um passeio ou outro, desenvolvendo sua autonomia e personalidade desde cedo.

5 – Desenvolvem-se emocionalmente a partir do novo: novos lugares, novas sensações e a coragem de explorar outras situações e se superar.

6 – Desenvolvem um novo olhar sobre suas preferências, o que preferem fazer, onde preferem ir, estimulando a visão crítica sobre suas escolhas e os acontecimentos.

7 – Aprendem sobre as histórias e a cultura dos lugares que visitam e levam consigo essas histórias, enriquecendo ainda mais o aprendizado escolar.

8 – Exercitam o desapego, a medida que abrem mão de algumas atividades corriqueiras para experimentar algo novo.

9 – Estabelecem laços emocionais neste tempo integral com a sua família e que ficarão registrados para sempre e suas vidas.

Viajar permite à criança o desenvolvimento racional, o entendimento e a percepção do espaço, estimula a autonomia em diferentes situações, a colaboração e sua capacidade de reflexão. E ainda proporciona viver experiências inesquecíveis com a família.

Bom, para perto ou para longe, viajar desde cedo proporciona benefícios ao crescimento e à saúde de cada indivíduo. Voltamos sempre cheios de histórias e renovados, até mesmo com um novo olhar sobre nossas vidas.

E você? Já parou para pensar nas mudanças que ocorrem em você quando viaja? Ansiedade, felicidade, animação, movimento, descansa a cabeça mas cansa o corpo… E aquelas transformações mais profundas? Deixe aqui nos comentários as suas impressões!

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*por Elisa Moreira

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Floripinhas Agenda Cultural Infantil

Educação ambiental: aprender brincando, para uma vida mais sustentável

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Como nem todo final de semana é possível viajar, procuramos passeios bacanas perto de casa, para distrair as crianças e gastar suas energias e, porque não, aprender algo que levarão para suas vidas.

Nosso passeio foi no Projeto TAMAR, que fica na Barra da Lagoa, em Florianópolis/SC. Foi um dos passeios que listamos neste post, e que desta vez fomos tirar a prova… E valeu a pena, adoramos! 🙂

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Projeto TAMAR – Florianópolis/SC

O Centro de Visitantes do  Projeto TAMAR auxilia no trabalho de conscientização e educação ambiental de visitantes, comunidades e pescadores.

Fizemos uma visita guiada e pudemos ver nos tanques de observação quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas que desovam no Brasil. A quinta espécie é a tartaruga gigante, que é realmente grande e segundo a instrutora não há espécimes em cativeiro, é encontrada apenas no mar.

O trabalho de educação ambiental é super importante, pois favorece, entre outras coisas, a construção de valores sociais essenciais à qualidade de vida e à sustentabilidade do meio ambiente. É feito de forma lúdica para adultos e crianças que podem ver na prática um pouco do que acontece nesse mundão que é o mar.

E além do mais, é muito legal brincar enquanto aprende…

A educação ambiental é tão importante que desde 1999 o termo é regido por uma lei, a Lei nº 9795/1999, que trata da Política Nacional de Educação Ambiental. No site o Ministério do Meio Ambiente (MMA) podemos ver alguns dos seus conceitos.

A nossa visita foi no Projeto TAMAR de Floripa, veja como chegar, mas tem outros tantos espalhados pela costa brasileira, busque o que está mais próximo de você e vá até lá!

Sabe o que também foi muito bacana? Depois da nossa visita, fomos à praia!! Andamos alguns poucos metros, tomamos um caldo de cana geladinho e tchibum!! Naquele calor, foi incrível!!!

 

De São Bento do Sul à Piên: um novo olhar sob um lugar que já visitamos

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Sempre que viajamos buscamos experiências novas em lugares novos. Mas podemos também buscar experiências novas em lugares que já visitamos… E foi o que nos aconteceu nesta última viagem!

Voltamos à São Bento do Sul, em Santa Catarina. A primeira vez foi na Páscoa, que foi realmente encantadora. Vivemos a particularidade de uma cultura local em um momento tão esperado do ano pelas crianças.

E desta vez, com um olhar diferente, vivemos a riquíssima gastronomia baseada em alimentos cultivados na região, regada à música regional e muitos dizeres populares.

Nossa paragem* foi em Piên, município de colonização portuguesa, há cerca de 20 Km de distância, já no Estado do Paraná. Em Piên se produz madeira, cereais e erva-mate, para o preparo do famoso chimarrão… Sim, no Brasil toma-se muito chimarrão desde o Paraná até o Rio Grande do Sul!

O clima nas duas cidades é de fazenda, com floresta de araucária e rios. Andamos à cavalo, charrete, pedalinho, as crianças interagiram com os animais… Ufa, quanta atividade física! Ah! Também colhemos pinhão e assamos no fogo de chão, que estava preparando o tão esperado churrasco! A carne fica assando por longas seis horas…

Estávamos em uma festa de aniversário e conversando com o pessoal de lá, contamos que havíamos estado ali há pouco tempo e ouvimos com graça a frase em sotaque cantado: ”Mas esse povo não tem parança*!” 🙂

Em Santa Catarina é assim, podemos chegar rapidamente em lugares de culturas tão lindas e diferentes das nossas. Sem igual experimentar viver como o povo local, rir junto e participar… mesmo que seja por apenas dois dias!

Até breve! 🙂

*paragem: local onde é feita uma parada durante um percurso

*não tem parança: não pára nunca