Arquivo mensal: maio 2016

Roteiro de 1 dia em Brusque

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De colonização polonesa, italiana e predominantemente alemã, Brusque é mais uma das cidades que compõem o Vale Europeu de Santa Catarina. Suas principais características são as belezas naturais, arquitetônicas e peculiaridades históricas. Mas Brusque concentra um grande número de fábricas de têxteis e disponibiliza produtos de vestuário e tecidos para pronta entrega. Fomos até lá conferir! 🙂

Confesso que não vamos muito a shoppings fazer compras, mas a ideia de comprar a preços de fábrica é bastante atraente. Então, fui até um shopping perto de casa para ter uma noção dos preços que são “praticados” e poder comparar quando chegasse em Brusque.

Localizada a cerca de 100 Km de Florianópolis, seguindo pela BR-101, pegamos o retorno para São João Batista, passando por Nova Trento e seguimos até Brusque por uma estrada sinuosa. Mas antes de irmos para a FIP (Feira da Moda), fizemos aquela parada para o almoço.

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Trecho da estrada para Brusque

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Pelo caminho, antiga fábrica têxtil

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Arquitetura germânica, Brusque

Fomos conhecer o prato típico da região, marreco com repolho roxo, herdado da culinária alemã, que de tão característico criou-se uma festa, a Festa Nacional do Marreco ou FENARRECO, que acontece em outubro.

O restaurante que nos foi recomendado ficava na cidade vizinha, Guabiruba, cerca de 15 km de distância, a Churrascaria Schumacher. Mesa farta, chopp local, comida boa… Aprovado!

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Churrascaria em Guabiruba, vizinha de Brusque

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Marreco com repolho roxo, churrasco alemão!

Pronto! Podemos conhecer a FIP… 🙂

Retornando a Brusque, nos dirigimos à Rodovia Antônio Heil, 3800, na FIP, onde ficam concentradas as inúmeras lojas. O local é fácil de achar com o GPS do celular, mas caso haja dúvidas, vale perguntar para alguém da cidade…

No local há estrutura de shopping, com estacionamento público (sempre lotado, rs) e privado, brinquedoteca, praça de alimentação, etc. Uma dica bacana é já ter em mente (ou em lista) as coisas que pretende comprar para manter o foco e ganhar tempo, pois é fácil ficar perdido em meio a tantas opções.

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FIP – Feira da Moda, Brusque

Ficamos 3h circulando pela FIP, havia grande movimento, mas agradável para compras. Diria que vale a pena reservar um pouco mais de tempo, chegar mais cedo, ou até dormir por lá e aproveitar o dia seguinte para conhecer melhor a cidade.

Compramos alguns poucos e bons itens de vestuário e já posso dizer que valeu a pena a viagem! Os preços são realmente inferiores àqueles “praticados” no shopping perto de casa.

Se você estiver por Santa Catarina, insira Brusque em seu roteiro, para compras de vestuário e têxteis, e aproveite para passar em São João Batista, no trajeto, onde ficam as fábricas de sapatos! 😉

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As crianças se divertem durante o passeio…

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Onde estão as meninas…

 

* Este post foi publicado pelos também em:

Floripinhas Agenda Cultural Infantil

Amigo de Viagem

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Albergues por aí: mochilão na Europa

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Quem tem crianças sabe que a hora de dormir é um daqueles momentos cheio de surpresas. Cada um cria suas técnicas e manhas, rituais e tempos, até que elas durmam com os anjos. Há dias que temos vontade de comemorar.  Rsrs

Lá em casa teve a fase do dormir mamando, dormir cantando e enfim a fase da leitura. Essa última perdura até hoje. Mas tem também aqueles dias que as crianças só querem conversar, escutar as nossas histórias, qualquer uma, inventada ou uma história de algo que aconteceu com a gente.

Daí vem as perguntas… Na sua época era assim? Isso já aconteceu com você? Alguma vez você já teve que… sei lá… correr tão rápido que parecia que ia voar… ? As perguntas são ótimas!

Um dia desses, depois do ritual – jantar, banho, pijama, escovar os dentes (nem sempre nessa ordem) -, finalmente fomos para a cama e estávamos numa dessas conversas. Elas haviam brincado durante o dia com os sacos de dormir que temos em casa.  E esses sacos de dormir deram início há uma série de questionamentos, que nos levaram à lembranças tão trágicas quanto cômicas de nossas hospedagens durante um mochilão pela Europa feito anos atrás.

Foi assim…

Foi nossa primeira viagem internacional juntos. Nossa filha mais velha estava com um ano e três meses e ficaria com a avó… e lá se vão uns bons anos. Com nosso inglês level one definimos todo o roteiro e partimos para a ação – adquirir passagens, reservar hospedagens, o que fazer, o que comer… ansiedade, empolgação, tudo certo, partimos!

Durante o voo de 9h até Portugal o coração apertado, havíamos deixado a nossa pequena… sensação de culpa… Mas era a nossa fuga, descanso, com data de ida e volta, vários prazos combinados para contato e saber se estava tudo bem! Rsrs

Levamos em nossas mochilas roupas práticas, dois pares de sapatos, alguns guias de viagens e idiomas e a certeza de que seria uma aventura e tanto. Primeira parada: Lisboa.

Em Lisboa ficamos hospedados em um albergue no centro da cidade. Quem costuma viajar sabe que cada albergue tem o seu estilo. O nosso tinha recepção 24h, lockers (armários com chaves) para os viajantes que chegavam antes da hora do check-in e queriam deixar seus pertences seguros, enquanto aproveitavam a cidade até dar a hora de entrar o albergue. Tinha um refeitório onde eram servidas as refeições em bandejas pré-montadas e até um pub.

As instalações são bem limpas e organizadas, e o clima no albergue bem jovial. Mas tem um detalhe… Beto estava hospedado no “andar masculino” e eu no “andar feminino”… fiquei pensando “pra onde tô indo?” “vou dormir com quem?” Rsrs

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Albergue 1 – Lisboa, Portugal 🙂

No meu quarto haviam 3 italianas, me perguntaram se eu vinha da Espanha e quando souberam que eu era brasileira acharam super exótico… tudo isso conversando no idioma dos viajantes… uma mistura de português, italiano, inglês e por aí vai…

Após 3 dias em Portugal, nossos planos eram voar até Gênova, na Itália, onde tínhamos hospedagem de um dia e um carro pré-alugados, pois no dia seguinte faríamos a viagem de carro até Florença… e sabe porque tínhamos e faríamos…?

Começou a ficar estranho ainda no aeroporto de Lisboa. Com as nossas passagens em mãos, a atendente da empresa aérea fazia ligações, conversava com os colegas e terminamos por ouvir: “o seu embarque foi liberado.” Ué! Mas estamos indo para a Itália, porque não seria liberado?

Já dentro do avião, voando, ouvimos as orientações, todas em francês… francês? Mas estamos indo para a Itália! Chamamos o comissário, que falava espanhol, e ele foi bem claro: “este avião segue para Genebra, na Suíça.” – o susto: país fora da União Européia, não temos visto, nem moeda local!

E agora? São 23h45, o aeroporto fecha meia noite, e agora? kkk Agora “plano U” (de urgente). Resultado… dormimos ali, no cantinho, perto da escada, nos sacos de dormir, até que o aeroporto abrisse, às 6h. Rsrs

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“Albergue 2” – Aeroporto de Genebra, Suíça

 No dia seguinte, às 6h da manhã, embarcamos num trem até Florença para uma viagem de nove horas – a essa altura Gênova havia ficado para trás.
Em Florença, fomos recebidos no albergue por um senhor de mais de 80 anos, fumante (sem parar) que dizia que bebe mais vinho do que água, e que produz o próprio vinho! Ele é o dono do albergue e nos recebeu super bem (tirando a fumaça… rsrs)! E de noite tocou piano pro pessoal, muito alto astral!
Esse albergue tem uma porta imensa, de uns 3m de altura, com uma fechadura de argola de ferro grande super pesada, que também serve de campainha. Sim! Tem que bater com a argola na porta e alguém aparece. Nesse albergue éramos seis pessoas em três beliches no mesmo quarto e o banheiro ficava dentro do quarto. Naquele frio, levávamos um bocado de coisas na hora do banho…
Mas a recepção do proprietário e das pessoas que trabalham ali compensou cada instante em que estivemos por lá. São pessoas muito calorosas, realmente falam alto e com as mãos, gesticulando, é muito interessante. E a cidade é um museu a céu aberto, incrível!
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Albergue 3 – Beto conferindo o guia em frente ao hostel – Florença, Itália

Em seguida, voamos para Paris, na França. E mais surpresas… nesse albergue havia os quartos, separados da sala de banho, que também eram separados dos lavabos, que por sua vez ficavam localizados no meio da escada, com uma porta que precisamos nos abaixar para entrar… kkk, só rindo mesmo…

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Albergue 4 – Paris, França

Bom, em um mochilão de 21 dias, ficamos de 3 a 4 noites em cada hospedagem, mais 1 dia acidental no aeroporto. Em Paris, realizamos todos aqueles passeios triviais, Torre Eiffel, Museu do Louvre, etc. Tomamos sempre o café da manhã no albergue e preparamos o lanche do dia pensando em aproveitar ao máximo cada estadia. Somente de noite parávamos para apreciar uma boa refeição.
De Paris para Amsterdam, na Holanda, fomos de trem novamente. Nosso albergue, distante do centro uns 30 minutos de metrô, parecia uma floresta, um lugar lindo, calmo e havia uma área de camping, outra para motor homes e várias pequenas cabanas de madeira. Ficamos numa dessas cabanas.
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Albergue 5 – Amsterdam, Holanda – o nome do albergue na placa…

Cada cabana parece uma casa de bonecas, equipada com duas camas de solteiro, com colchões encapados com um tecido plástico – a ideia é levar suas roupas de cama – (dormimos mais uma vez nos sacos de dormir), uma mesa e duas cadeiras. Ah, e o banheiro fica em uma casa de banho. É necessário irmos até a recepção, comprar as fichas por 80 centavos de euro e que dão direito a 5 minutos de banho. Proposta muito legal!
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Albergue 5 – Amsterdam, Holanda – Beto e a nossa cabana!

E finalmente nossa última paragem foi em Barcelona, na Espanha – dessa vez o avião foi para o lugar certo, Rsrs. A localização é ótima, apartamento de dois quartos, todo equipado em frente à Sagrada Família, num prédio, 5* andar… SEM elevador. :0

Bora fazer ginástica! E vê se não esquece a câmera… Rsrs

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Albergue 6 – Barcelona, Espanha

Ai, ai… viajar é bom demais! Sempre acontecem coisas inusitadas, alguns micos… Esses micos tem lá suas vantagens, né. Primeiro o aprendizado e depois as histórias que ficam! E essas histórias são recheadas de belas paisagens!!

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Sagrada Família – Barcelona, Espanha

E você? Já se hospedou em algum lugar diferente? Conte pra gente, adoramos histórias de viagens!! 😊

Nós e as crianças em Inhotim – parte 2

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PARTE 1 e PARTE 2

Nossa viagem à Inhotim foi tão rica, que dividimos o post em “parte 1” e “parte 2”. Essa experiência aconteceu em apenas um dia de visitação ao Instituto. Chegamos no parque bem cedo, no horário de abertura, às 9h30 e só saímos quando fechou.

Aproveitamos muito, hora no tempo das crianças, hora no nosso tempo. É claro que as meninas queriam sempre as obram em que elas podiam interagir, tocar, experimentar…:)

Na “parte 1” falamos sobre o nosso itinerário, como chegar, hospedagem, características de Inhotim e contamos sobre algumas instalações que visitamos.

E agora, na “parte 2”, vamos continuar contando sobre outras obras que visitamos que foram tão especiais quanto as primeiras. Então lá vai…

As crianças ficaram fascinadas com “as bolas espelhadas” boiando sobre um espelho d’água, misturadas à vegetação. Era Narcissus Garden, obra de Yayoi Kusama, formada por bolas de aço inoxidável que formam um “tapete cinético”, segundo a artista, que mudam de forma de acordo com o vento e refletem a paisagem e as pessoas. Como essa é uma nova edição da obra, sugerimos que você conheça a história da primeira edição. É realmente uma artista de grande sensibilidade.

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“Narcissus Garden”, de Yayoi Kusama (1966) – Instituto Inhotim – Brasil

Então, em nossa caminhada passamos por essa árvore surpreendente… “A árvore tá voando, olha, mãe, pai!” Na verdade, Elevazione é uma grande árvore de metal e está presa ao chão por pés de aço. As árvores a sua volta, com tempo irão crescer como se à sustentassem. Mas parece mesmo que está voando… Rsrs

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Beto e a “Elevazione”, do artista italiano Giuseppe Penone (2000)

E quando menos esperávamos, estávamos num labirinto de plantas como num conto de fadas! Era Vegetation Room Inhotim, de Cristina Iglesias, uma obra que mistura arquitetura e escultura e desafia nosso senso de localização e pertencimento. O seu exterior dá uma sensação de ilusão ou amplitude (não sei ao certo), uma caixa de espelhos refletindo a mata atlântica pode por vezes nos confundir… fascinante!

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“Vegetation Room Inhotim”, de Cristina Iglesias (2010 – 2012)

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Vista externa “Vegetation Room Inhotim” – Quem vem lá…

Você já visitou Inhotim? Conheceu algumas dessas obras? Conte pra gente como foi!!

E o bacana depois desse dia incrível – não me canso de dizer que Inhotim é incrível – é sair de lá depois que os portões se fecham e ainda poder curtir um passeio à cavalo no nosso hotel fazenda…

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Hotel Fazenda Horizonte Belo – Brumadinho – MG/Brasil

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Vista do hotel fazenda… cidade linda!

O que as crianças aprendem quando viajam: 9 transformações

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Nesse dia das mães participamos da blogagem coletiva promovida pelo site “Viagem que Sonhamos” e falamos sobre o que as crianças aprendem quando viajam desde pequenos… as memórias das vivências em família os acompanham pela vida! Confira! (https://www.facebook.com/ViagensSonhamos/?rc=p)

Leve na bagagem

Viajar é sair da rotina, respirar novos ares, ver a nossa casa “de fora”. Uma aventura pessoal que pode ser transformadora. E se for com as crianças então…

São diversos os efeitos que acometem as crianças que viajam. Com seus olhares curiosos, vão trazendo questionamentos e percebendo as diferenças entre a sua cultura e estilo de vida e a cultura e o estilo de vida de outras pessoas, ou ainda daquele lugar que não é a casa delas.

É fato que a “vivência” é sempre mais rica do que apenas ouvir da professora na escola ou assistir pela televisão. E pode ser uma viagem para bem pertinho, num parque da cidade, num museu, num bairro vizinho, numa cidade vizinha, ou até mais longe, em outros países. A viagem acontece dentro das nossas cabeças.

Em uma viagem de Brasília para Florianópolis, de carro, quando passávamos por Uberlândia, uma de nossas crianças perguntou: “Aqui nesse país se…

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Nós e as crianças em Inhotim – parte 1

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PARTE 1 e PARTE 2

Quem viaja com crianças sempre tem incluídos no roteiro passeios em que elas possam ter um pouco de liberdade para explorar o espaço e gastar energia, claro! O Instituto Inhotim proporciona tudo isso, estimulando os sentidos de todos na família e treinando o olhar dos pequenos para a arte e a cultura sem que elas percebam, enquanto fazem o que fazem de melhor… brincar \o/

Ir para Inhotim já era uma vontade nossa. E quando comentamos em casa já fomos logo pesquisar qual a melhor época do ano e quanto tempo precisávamos para conhecer o Instituto. Claro que queremos sempre o melhor aproveitamento de um passeio tão rico como esse.

Buscando informações sobre visitar Inhotim com crianças vimos várias sugestões bacanas, como comprar os ingressos antecipadamente no site, com o pagamento de uma taxa adicional, e que os melhores dias para visitas são dias de semana e finais de semana que não compõem feriados prolongados, isso por causa do grande fluxo de pessoas em datas e programas especiais. E fomos num desse finais de semana de menor movimento…

NOSSO ITINERÁRIO

Saímos de Brasília, onde morávamos, numa sexta-feira bem cedinho, de carro, e viajamos por 9 h até chegarmos nos arredores de Belo Horizonte. Aí, são mais 60 Km com o endereço do hotel no GPS do celular, até chegarmos no nosso destino, em Brumadinho.

Nos instalamos no Hotel Fazenda Horizonte Belo, distante 9 Km do Instituto. O que foi muito bacana, pois as atividades em Inhotim se encerram cedo – 16h30 durante a semana e 17h30 nos fins de semana – então, ainda pudemos aproveitar o hotel fazenda para andar a cavalo, curtir uma piscina e brincar na sala de jogos,  e se tiver disposição, caminhar pelo pasto da fazenda, o visual é incrível!

Bom, esse foi o nosso itinerário. Há também opções de hospedagem e transporte para quem se hospeda na cidade de Belo Horizonte. Para saber mais sobre como chegar e todas as outras informações necessárias como aquisição de ingressos, restaurantes, horários de funcionamento e visitas guiadas, CLIQUE AQUI.

Além de um Centro de Arte Contemporânea, Inhotim é um Jardim Botânico, com uma área de 110 hectares abertos à visitação e mais de 100 obras de artes em exposição. Com as crianças precisamos de mais de um dia. Uma dica bacana é chegar cedo, logo que o parque abre, ás 9h30, e poder passear com tranquilidade.

Há roteiros pré-definidos para a visitação às galerias, distribuídos em três percursos que reconhecemos por cores distintas. Veja o Mapa Interativo ou faça um Tour Virtual para já ir se familiarizando. Você também pode escolher fazer os percursos a pé ou contratar o transporte por carrinhos elétricos que circula internamente no parque.

Nós escolhemos aproveitar o máximo possível, em apenas um dia de visita, com as crianças e a pé! Assim elas teriam mais oportunidades de vivenciar a experiência no seu tempo e interagir com as obras e os espaços abertos… foi uma ótima escolha. 🙂

A ideia é aproveitar! E como em nosso hotel seriam servidos café da manhã e jantar fartos, combinamos de fazer pequenos lanches durante o dia, já que não é permitida a entrada de alimentos nem a realização de piqueniques. Lá dentro há lanchonetes e restaurantes para todos os gostos e bolsos. Apenas verifique os dias e horários de funcionamento.

SOBRE INHOTIM

O Instituto Inhotim está localizado no Vale do Paraopeba, no Estado de Minas Gerais, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Brumadinho, cidade que possui belezas naturais, riquezas históricas e culturais.

Segundo os moradores de Brumadinho, o local foi uma fazenda, que pertenceu a uma empresa mineradora que, no século XIX, atuava na região. O responsável por essa empresa era um inglês chamado Timothy – o “Senhor Tim”, que, na linguagem local, acabou virando “Nhô Tim” ou “Inhotim”, dando origem ao nome do Instituto.

Desde sua criação, o Instituto Inhotim estabeleceu relações multidimensionais com a cidade, seja como local de trabalho para a população seja como agente propulsor de desenvolvimento social, educativo e cultural.

VISITAÇÃO

Estamos em um Centro de Arte Contemporânea que é também um Jardim Botânico Nacional! Um lugar lindo de atmosfera muito agradável, cuja característica mais marcante é a interação do verde com intervenções artísticas.

O que levar quando vamos à um lugar ao ar livre e em meio à vegetação? É melhor prevenir! Leve repelente, protetor solar, água, capa de chuva e sapatos confortáveis, e se estiver com crianças pequenas, leve o carrinho.

E lá vamos nós, entre palmeiras, jardins de flores, fazer as vivências das galerias de arte. Uau, cada lugar!! A exuberância da vegetação nativa de Mata Atlântica… as plantas ornamentais… as crianças correndo pra lá e pra cá… Rsrs

Vamos destacar alguns dos lugares e contar um pouco das nossas impressões, pois seguindo as regras de visitação há lugares que podemos interagir mais e outros que são apenas para contemplação, e tem aqueles em que não poder ser usadas câmeras de nenhum tipo. A nossa visitação aconteceu não exatamente nessa ordem, mas lá vai… 🙂

Na Galeria da Praça, galeria permanente de Inhotim, vimos os muros de esculturas realistas de John Ahearn. Esse muro retrata a rodoviária da cidade sede do Instituto. Ficamos animados com a beleza, mas ninguém quis dançar com a mamãe… Rsrs

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“Rodoviária de Brumadinho”, de John Ahearn (2008) – Instituto Inhotim – Brasil

Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica, super interativa. Somos parte da obra! São cinco salas (cinco cosmococas), cada uma com uma experiência multi-sensorial diferente. As crianças corriam, mexiam e remexiam no que podia. Músicas e projeções diferentes em todas as salas, e uma piscina… Foi cada um para um lado!

Onde elas ficaram mais animadas foi na sala temática (o tema é de uma cantora muito famosa que vamos manter o mistério, Rsrs), onde tinha muitos, mas muitos balões. Pensem em crianças felizes… E tinha sala com redes, outra com almofadas de formas geométricas que podiam ser movimentadas, empilhadas… uma festa!

“Galeria Cosmococa”, Hélio Oiticica (1973) – Instituto Inhotim – Brasil

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Beto interagindo com a obra de Hélio Oiticica – Instituto Inhotim – Brasil

Na instalação seminal “A Origem da Obra de Arte” de Marilá Dardot, plantamos mudas escolhidas por nós, em vasos de cerâmica produzidos por mãos de artesãs, e brincamos de escrever nossos nomes. Entendemos que a ideia da artista era chamar o espectador à interação, semear ideias e compor palavras que seriam deixadas nos jardins ao redor da estufa, até que outro espectador chegue, leia e transforme as palavras em novas ideias. Genial!

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“A Origem da Obra de Arte”, Marilá Dardot (2002) – Instituto Inhotim – Brasil

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Brincando com os vasos de Marilá Dardot – Instituto Inhotim – Brasil

Muita vontade de mergulhar na Piscina de Jorge Macchi. Ela é a realização escultórica de um desenho que o artista fez de uma caderneta de endereço com índice alfabético, aqui transformada numa obra “site-specific” que é também uma piscina em funcionamento.

Acabamos apenas molhando os pés. Apesar do dia ensolarado, era junho e estava um pouquinho frio. Mas para quem curte este tipo de interação, é essencial levar roupas de banho e nem precisa preocupar com as toalhas. Próximo à piscina, escondidos na mata, estão os banheiros/vestuários super espaçosos e equipados com toalhas.

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“Piscina”, Jorge Macchi (2009) – Instituto Inhotim – Brasil

Esta próxima obra é De Lama Lâmina, de Matthew Barney. Quase como uma descoberta em meio a mata atlântica, um domo geodésico de aço e vidro, e dentro dele uma representação de um trator florestal segurando uma árvore com raiz e tudo… explicações do artista e interpretações a parte… nos faz pensar bastante.

Lá aconteceu uma daquelas cenas de criança. Vínhamos de obras super interativas e quando nos demos conta as crianças estavam em cima do trator!! Uma das vigias que estavam por ali pediu gentilmente que elas descessem, pois essa era uma das obras para se contemplar… Compreendido, seguimos para a próxima galeria… Rsrs

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“De Lama Lâmina”, Matthew Barney (2004) – Instituto Inhotim – Brasil

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“De Lama Lãmina” por dentro!

Fomos também ao Galpão Cardiff & Miller, que é incrível! Lá não são permitidas câmeras durante a interação. Dentro da galeria, dezenas de caixas de som espalhadas. Os espectadores sentam-se em cadeiras acomodadas na parte central da galeria.

A intenção é que fiquemos quietos, até de olhos fechados, somente escutando o desenrolar da obra The Murder of Crows que circula alto pelas caixas de som transmitindo grande realismo. Em inglês, uma mulher falando, assustada, cachorros latindo, o trem se aproximando, o vento… Ao final conseguimos compreender o contexto da obra. Surpreendente e arrepiante. Essa não vale tanto contar, vale viver!

“The Murder of Crows”, Cardiff & Miller (2008) – Instituto Inhotim – Brasil

Subindo uma das pequenas ladeiras num dos percursos do parque, em meio à mata, se revela esta impressionante edificação, a Pavilhão Miguel Rio Branco, com uma fachada linda inteira revestida em aço corten.

Lá dentro é possível visitar exposições de fotos do artista que dá nome ao pavilhão, muito interessante. No térreo pode-se fazer uma parada para lanche na Omeleteria, que tem opções de sanduíches, salgados e omeletes.

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Pavilhão Miguel Rio Branco – Instituto Inhotim – Brasil

Pavilhão Miguel Rio Branco – Instituto Inhotim – Brasil

Então encontramos a obra ao ar livre Beam Drop Inhotim, quem em tradução livre quer dizer “queda de viga”. Sua primeira edição é de 1984 e foi realizada no Art Park, em Nova York. Foi feita com a ajuda de um guindaste, que o artista posicionava e soltava as vigas em uma piscina de concreto fresco.

Quando nos aproximamos ficamos impressionados com a magnitude da obra. Circulando entre as vigas hora nos encontramos e desencontramos numa simulação de esconde-esconde.

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“Beam Drop Inhotim”, Chris Burden (2008)  – Instituto Inhotim – Brasil

Ufa! Esse post já esta um tanto longo… assim como conhecer Inhotim precisa de mais de um dia, para contar essa história de um jeito bacana serão necessários mais de um post… Rsrs

Seguem mais algumas imagens para já deixar um gostinho. E até breve! 🙂

E a “parte 2” já está lá… Nós e as crianças em Inhotim: parte 2

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Beto e a obra “Elevazione”, do artista italiano Giuseppe Penone (2000)

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Uma das áreas de refeição. As cadeiras são como flores!

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Marina e Natália experimentando um dos bancos entalhado em tronco de madeira.Há vários pelo parque.

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A natureza mostrando sua arte – Jardim Botânico Instituto Inhotim – Brasil

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Vista do Hotel Fazenda Horizonte Belo – Brumadinho – MG/Brasil

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Passeio à cavalo, as crianças adoram!