Albergues por aí: mochilão na Europa

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Quem tem crianças sabe que a hora de dormir é um daqueles momentos cheio de surpresas. Cada um cria suas técnicas e manhas, rituais e tempos, até que elas durmam com os anjos. Há dias que temos vontade de comemorar.  Rsrs

Lá em casa teve a fase do dormir mamando, dormir cantando e enfim a fase da leitura. Essa última perdura até hoje. Mas tem também aqueles dias que as crianças só querem conversar, escutar as nossas histórias, qualquer uma, inventada ou uma história de algo que aconteceu com a gente.

Daí vem as perguntas… Na sua época era assim? Isso já aconteceu com você? Alguma vez você já teve que… sei lá… correr tão rápido que parecia que ia voar… ? As perguntas são ótimas!

Um dia desses, depois do ritual – jantar, banho, pijama, escovar os dentes (nem sempre nessa ordem) -, finalmente fomos para a cama e estávamos numa dessas conversas. Elas haviam brincado durante o dia com os sacos de dormir que temos em casa.  E esses sacos de dormir deram início há uma série de questionamentos, que nos levaram à lembranças tão trágicas quanto cômicas de nossas hospedagens durante um mochilão pela Europa feito anos atrás.

Foi assim…

Foi nossa primeira viagem internacional juntos. Nossa filha mais velha estava com um ano e três meses e ficaria com a avó… e lá se vão uns bons anos. Com nosso inglês level one definimos todo o roteiro e partimos para a ação – adquirir passagens, reservar hospedagens, o que fazer, o que comer… ansiedade, empolgação, tudo certo, partimos!

Durante o voo de 9h até Portugal o coração apertado, havíamos deixado a nossa pequena… sensação de culpa… Mas era a nossa fuga, descanso, com data de ida e volta, vários prazos combinados para contato e saber se estava tudo bem! Rsrs

Levamos em nossas mochilas roupas práticas, dois pares de sapatos, alguns guias de viagens e idiomas e a certeza de que seria uma aventura e tanto. Primeira parada: Lisboa.

Em Lisboa ficamos hospedados em um albergue no centro da cidade. Quem costuma viajar sabe que cada albergue tem o seu estilo. O nosso tinha recepção 24h, lockers (armários com chaves) para os viajantes que chegavam antes da hora do check-in e queriam deixar seus pertences seguros, enquanto aproveitavam a cidade até dar a hora de entrar o albergue. Tinha um refeitório onde eram servidas as refeições em bandejas pré-montadas e até um pub.

As instalações são bem limpas e organizadas, e o clima no albergue bem jovial. Mas tem um detalhe… Beto estava hospedado no “andar masculino” e eu no “andar feminino”… fiquei pensando “pra onde tô indo?” “vou dormir com quem?” Rsrs

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Albergue 1 – Lisboa, Portugal 🙂

No meu quarto haviam 3 italianas, me perguntaram se eu vinha da Espanha e quando souberam que eu era brasileira acharam super exótico… tudo isso conversando no idioma dos viajantes… uma mistura de português, italiano, inglês e por aí vai…

Após 3 dias em Portugal, nossos planos eram voar até Gênova, na Itália, onde tínhamos hospedagem de um dia e um carro pré-alugados, pois no dia seguinte faríamos a viagem de carro até Florença… e sabe porque tínhamos e faríamos…?

Começou a ficar estranho ainda no aeroporto de Lisboa. Com as nossas passagens em mãos, a atendente da empresa aérea fazia ligações, conversava com os colegas e terminamos por ouvir: “o seu embarque foi liberado.” Ué! Mas estamos indo para a Itália, porque não seria liberado?

Já dentro do avião, voando, ouvimos as orientações, todas em francês… francês? Mas estamos indo para a Itália! Chamamos o comissário, que falava espanhol, e ele foi bem claro: “este avião segue para Genebra, na Suíça.” – o susto: país fora da União Européia, não temos visto, nem moeda local!

E agora? São 23h45, o aeroporto fecha meia noite, e agora? kkk Agora “plano U” (de urgente). Resultado… dormimos ali, no cantinho, perto da escada, nos sacos de dormir, até que o aeroporto abrisse, às 6h. Rsrs

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“Albergue 2” – Aeroporto de Genebra, Suíça

 No dia seguinte, às 6h da manhã, embarcamos num trem até Florença para uma viagem de nove horas – a essa altura Gênova havia ficado para trás.
Em Florença, fomos recebidos no albergue por um senhor de mais de 80 anos, fumante (sem parar) que dizia que bebe mais vinho do que água, e que produz o próprio vinho! Ele é o dono do albergue e nos recebeu super bem (tirando a fumaça… rsrs)! E de noite tocou piano pro pessoal, muito alto astral!
Esse albergue tem uma porta imensa, de uns 3m de altura, com uma fechadura de argola de ferro grande super pesada, que também serve de campainha. Sim! Tem que bater com a argola na porta e alguém aparece. Nesse albergue éramos seis pessoas em três beliches no mesmo quarto e o banheiro ficava dentro do quarto. Naquele frio, levávamos um bocado de coisas na hora do banho…
Mas a recepção do proprietário e das pessoas que trabalham ali compensou cada instante em que estivemos por lá. São pessoas muito calorosas, realmente falam alto e com as mãos, gesticulando, é muito interessante. E a cidade é um museu a céu aberto, incrível!
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Albergue 3 – Beto conferindo o guia em frente ao hostel – Florença, Itália

Em seguida, voamos para Paris, na França. E mais surpresas… nesse albergue havia os quartos, separados da sala de banho, que também eram separados dos lavabos, que por sua vez ficavam localizados no meio da escada, com uma porta que precisamos nos abaixar para entrar… kkk, só rindo mesmo…

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Albergue 4 – Paris, França

Bom, em um mochilão de 21 dias, ficamos de 3 a 4 noites em cada hospedagem, mais 1 dia acidental no aeroporto. Em Paris, realizamos todos aqueles passeios triviais, Torre Eiffel, Museu do Louvre, etc. Tomamos sempre o café da manhã no albergue e preparamos o lanche do dia pensando em aproveitar ao máximo cada estadia. Somente de noite parávamos para apreciar uma boa refeição.
De Paris para Amsterdam, na Holanda, fomos de trem novamente. Nosso albergue, distante do centro uns 30 minutos de metrô, parecia uma floresta, um lugar lindo, calmo e havia uma área de camping, outra para motor homes e várias pequenas cabanas de madeira. Ficamos numa dessas cabanas.
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Albergue 5 – Amsterdam, Holanda – o nome do albergue na placa…

Cada cabana parece uma casa de bonecas, equipada com duas camas de solteiro, com colchões encapados com um tecido plástico – a ideia é levar suas roupas de cama – (dormimos mais uma vez nos sacos de dormir), uma mesa e duas cadeiras. Ah, e o banheiro fica em uma casa de banho. É necessário irmos até a recepção, comprar as fichas por 80 centavos de euro e que dão direito a 5 minutos de banho. Proposta muito legal!
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Albergue 5 – Amsterdam, Holanda – Beto e a nossa cabana!

E finalmente nossa última paragem foi em Barcelona, na Espanha – dessa vez o avião foi para o lugar certo, Rsrs. A localização é ótima, apartamento de dois quartos, todo equipado em frente à Sagrada Família, num prédio, 5* andar… SEM elevador. :0

Bora fazer ginástica! E vê se não esquece a câmera… Rsrs

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Albergue 6 – Barcelona, Espanha

Ai, ai… viajar é bom demais! Sempre acontecem coisas inusitadas, alguns micos… Esses micos tem lá suas vantagens, né. Primeiro o aprendizado e depois as histórias que ficam! E essas histórias são recheadas de belas paisagens!!

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Sagrada Família – Barcelona, Espanha

E você? Já se hospedou em algum lugar diferente? Conte pra gente, adoramos histórias de viagens!! 😊

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