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5 trilhas que você pode fazer com as crianças em Florianópolis

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Dias ensolarados são uma ótima oportunidade de explorar lugares que ainda não conhecemos perto de casa, estar em contato com a natureza e aprender um pouco mais da história da nossa cidade.
Para fugir um pouco do circuito de praias e fazer um passeio diferente, selecionamos 5 trilhas ecológicas em Floripa para adultos e crianças se sentirem em uma aventura!
Preparem-se!
Envolva as crianças no planejamento do passeio, eles adoram! Cada um pode ficar responsável por parte da preparação… É necessário, além de roupas de banho, vestir roupas leves e proteção solar (boné e filtro solar), tênis e meias (previnem escorregões e protegem de pedras e pequenos insetos), garrafinhas de água mineral (para hidratação durante o percurso) e um lanche leve e saudável (frutas, barrinhas, biscoitos e sanduíches estão valendo). Lembrem-se de trazer todo o seu lixinho de volta… Tudo pronto, é hora da aventura!
1 – Trilha da Barra da Lagoa para a Prainha 
A prainha da Barra da Lagoa também é conhecida como Prainha do Leste. Vá até a Barra da Lagoa e atrevesse a ponte pênsil do canal da Barra, então siga pela trilha cerca de 15 minutos até a Prainha. A faixa de areia tem cerca de 70 metros e o mar é de ondas brandas. É recomendado levar água e lanche, pois os restaurantes ficam próximos a ponte pênsil que dá acesso a trilha.
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Ponte pênsil da Barra da Lagoa

Imagem 02 - prainha da barra da lagoa

Prainha do Leste

2 – Trilha ecológica do Parque Estadual do Rio Vermelho
As visitas ao parque são orientadas e os guias contam a histórias do parque e dos animais que vivem ali. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h ás 17h, com horários de saída a cada 30 minutos. Para agendamento entre em contato pelo telefone (48) 3665-4492 ou pelo e-mail trilha@fatma.sc.gov.br. Mais informações: Parque Estadual do Rio Vermelho.
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Trilha do Parque Estadual do Rio Vermelho

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Educação ambiental – Pq Est. Rio Vermelho

 3 – Trilha da Lagoa do Peri

A Lagoa do Peri, maior lagoa de água doce de Santa Catarina, está localizada próximo ao Morro das Pedras, na beira da rodovia que dá acesso à Praia da Armação. Lá tem área para piquenique e churrasco, parquinho, lanchonete e ainda é possível alugar caiaques e pranchas de stand up. A trilha se chama Caminho da Gurita, tem cerca de 3 Km de extensão, intensidade leve para mediano, com riachos e pequenas cachoeiras. Se achar que a trilha é muito longa para as crianças pequenas, você pode percorrer apenas uma parte do percurso.
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Lagoa do Peri

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Trilha Caminho da Gurita

4 – Trilha do Gravatá
Vizinha da Praia Mole e pouco conhecida, a Praia do Gravatá tem uma pequena extensão de areia e o acesso se dá apenas pela trilha que começa na placa da escola Parapente Sul, na subida do morro que vai para a Praia Mole.
A caminhada tem uma subida logo no início, mas é de intensidade leve e dura cerca de 30 minutos. Durante a trilha, no alto do morro, fica a rampa utilizada para os saltos de parapente, a partir daí é só descer até a praia de onde podemos avistar a movimentação da Praia Mole. Vá preparado, nesta praia não há estrutura de bares ou restaurantes, leve bastante água e um lanche para o passeio.
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Início da trilha para o Gravatá

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Praia do Gravatá

5 – Trilha de Naufragados

A trilha para a Praia de Naufragados encontra-se no extremo sul da ilha e leva esse nome porque em 1753 duas embarcações portuguesas naufragaram bem ali. Para chegar lá de carro vamos pelo Ribeirão da Ilha até o final da Caeira da Barra do Sul, onde há estacionamentos. A partir daí seguimos a pé pela trilha por cerca de 1,2 Km. Mantenha-se na trilha principal, ela é bem marcada e arborizada, com pequenos riachos onde podemos nos refrescar. A praia fica em área de preservação. mas há alguns restaurantes que servem especialmente frutos do mar. Fique atendo ao horário de retorno, antes do fim da tarde, lembre-se que terá que voltar pelo mesmo caminho.
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Praia de Naufragados

E então, qual delas você se animou a fazer? Chame as crianças para ajudar a escolher, certamente elas sempre se lembrarão dessa aventura diferente!!

Coza Nossa – um tour em Floripa

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Fazer turismo na nossa cidade também vale, né? Dia desses fomos com as crianças fazer um tour num dos bairros de Florianópolis. Esse tour é uma proposta muito bacana do Guia Manezinho, do Rodrigo Stüpp, que é guia de turismo profissional, junto com a Cervejaria Cozalinda, e visa mostrar nossa Floripa com aquele olhar nativo…“coza masx quirida”.

O que me chamou a atenção para esse passeio foi a intenção do projeto, de valorizar a cultura da nossa cidade por meio do turismo de experiência com moradores, preservando e levando adiante as nossas histórias e estórias. Muito bom!

Nosso ponto de encontro foi na Cervejaria Cozalinda, no bairro de Coqueiros. De lá, o grupo atravessou a rua e se acomodou no gramado da Praia de Coqueiros bem em frente ao bar. Era um fim de tarde lindo. Enquanto admirávamos a vista, ouvíamos as histórias do Guia Manezinho.

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Tour Coza Nossa na Praia de Coqueiros

O tema desse tour é “Franklin Cascaes e as Bruxas”. Franklin Cascaes era um manezinho da ilha (termo popularmente utilizado para designar os nativos de Florianópolis), professor e folclorista, que se empenhou muito em registrar as crenças e costumes do povo ilhéu em centenas de cadernos preenchidos, gravações e também uma coleção de gravuras e esculturas .

O folclorista registrou o cotidiano de pescadores, rendeiras e agricultores. Mas as histórias de bruxas são as que mais chamam a atenção, diz que vieram com os supersticiosos açorianos na época da colonização, no século XVIII.

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Gravura “Congresso Bruxólico”, Franklin Cascaes (1970)

Na segunda parte do tour, o grupo fez uma caminhada até Itaguaçu, onde conhecemos um pouco mais da origem de Cascaes e a história do “salão das bruxas” – que conta que as bruxas fizeram uma grande festa e não convidaram o diabo. Ele ficou sabendo, foi até o local da festa e, com raiva, transformou cada uma das bruxas em pedra… essa história deu nome à uma formação de rochas na beira do mar, bem ali na Praia de Itaguaçu.

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Caminhada de Coqueiros à Itaguaçu

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Homenagem à Franklin Cascaes

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O pôr do sol em Itaguaçu

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Ouvindo a história do “salão das bruxas”

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O salão das bruxas na Praia de Itaguaçu

É isso aí, pessoal! Sempre que temos oportunidade participamos de eventos como o Tour Coza Nossa, porque o turismo a gente também faz viajando pela cultura da nossa cidade. E depois transmitindo esse conhecimento às pessoas que vem nos visitar!

🙂

Turistando por Santa Catarina

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Nosso dia a dia é corrido, trabalho, filhos, muitos afazeres. É tão corrido que vários momentos passam despercebidos… Isso se você não mora em Santa Catarina! Rs
Aqui em nosso estado temos tanta beleza e diversidade que esses “momentos despercebidos” são quebrados pela paisagem natural exuberante, pelos contrastes culturais, pela proximidade de áreas urbanas e rurais… Quanto encantamento!
Toda essa beleza se reflete em suspiros durante nossos dias de correria, proporcionando a sensação de presença e pertencimento, de qualidade de vida mesmo. E o melhor é que não precisamos parar para desfrutar, porque está tudo à nossa volta, diante dos nossos olhos. São instantes preciosos. Basta olharmos para o lado e contemplar, diariamente.
No dia a dia e até mesmo quando viajamos por Santa Catarina, sempre pensamos na experiência que teremos lá, no destino. Mas os preparativos para sair e o percurso tem a sua graça. Cada vez mais aprecio cada um desses instantes…
E porque não registrá-los!? Uma pequena parada, minutos, ou de dentro do carro, vale o registro! E então, as imagens falam por si…
🙂
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Orla de São José

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Coqueiros

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… pela Ponte Hercílio Luz

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… dia de chuva, pela Ponte Colombo Salles, único acesso por terra à ilha

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Túnel para a Via Expressa Sul, sob o Morro do Agudo

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… dentro do túnel…

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Bairro Fazenda Santo Antônio, São José

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Anoitecer na Pedra Branca, Palhoça

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Pedra Branca e Morro do Cambirela, Palhoça

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Coqueiros

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Dia frio na Lagoa da Conceição

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Praia da Pinheira, fora de temporada

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Começando a subir a Serra Catarinense

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Contemplando a Serra do Rio do Rastro

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Serra do Rio do Rastro

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As araucárias

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Pelas estradas de SC

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Parada para o lanche – pastel com caldo de cana

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Plantações de banana pelo caminho

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… e pelo caminho também é possível comprá-las…

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Descendo a serra para SC, num dia muito nublado

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Tradição, fogão de lenha, São Bento do Sul

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O charme, heranças da colonização

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No topo das araucárias, a fartura do pinhão

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Arquitetura mudando a paisagem, Pomerode

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O fogão de lenha para esquentar…

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Inverno ensolarado…

 

Café Colonial em Santo Amaro da Imperatriz

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Há tempos, viajantes e turistas, ao chagarem tarde da noite em cidades pouco movimentadas, eram recebidos por colonos que lhes ofereciam algo de comer e um leito para pernoitar. Naquela época não haviam hotéis ou restaurantes…

Já era um hábito dos colonos, agricultores moradores dessas localidades, desfrutar o café matinal, reforçado, representado pela mesa farta do colono, pois essa refeição lhe proporcionaria a energia necessária para o trabalho ao longo do dia.Com o passar dos anos – quando já haviam restaurantes – além do café matinal, recheado do melhor da culinária germânica, também era oferecido o almoço. O café matinal passou a ser chamado de ‘café com mistura’ e  depois tornou-se conhecido em todo o Brasil como ‘café colonial’.

E o que tem de tão gostoso no café colonial? 🙂

Muita coisa! Este café de mesa farta, pode ser servido em qualquer momento do dia, com o charme das xícaras e bules e grande variedade de pães de trigo e milho, roscas de polvilho, cucas, queijo, linguiça, morcilha, queijos, nata, requeijão, mel, salsicha bock, rocambole, rabanete e pepino (conservas), apfelstrudel (torta de maçã), schmier (geléias de frutas), wafles, vinho, chocolate quente, café, chás… Tudo de produção própria!

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Café Colonial – mesa farta, delícias alemãs e influências brasileiras

Em Santa Catarina, encontramos o café colonial em cidades da serra e do litoral. Nós visitamos um café colonial servido e um hotel bastante tradicional de Santo Amaro da Imperatriz, o Hotel Caldas da Imperatriz, localizado em uma construção do século XIX, onde há também uma sala de banhos termais.

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Santo Amaro da Imperatriz, cidade distante 25 Km do centro de Florianópolis

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Hotel Caldas da Imperatriz, construção do século XIX

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Buffet do Café Colonial, variedade de tortas e bolos

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Close no bolo de banana caramelada

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As crianças adoram se servir a vontade

E você, já experimentou desfrutar um momento como este?

O café colonial é uma tradição da cultura alemã, mas nós brasileiros adoramos. Não tem dia nem horário, independente do clima e da estação, é sempre uma boa ideia. E quanto mais delícias, melhor!!

Além disso, é um ótimo programa para fazer com a família e amigos!! Encontramos alguns por lá… 🙂

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Amigos, adoramos a companhia!

Já estivemos em Santo Amaro da Imperatriz em outra ocasião, no verão… quando visitamos uma cachoeira!

E neste vídeo um pouco da estrada para Santo Amaro da Imperatriz… pé na estrada!

😉

Enoturismo nos Vales da Uva Goethe

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Você sabia que em Santa Catarina temos uma região de fortes tradições italianas? Os Vales da Uva Goethe é um roteiro enoturístico, que compreende as cidades de Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Içara e Nova Veneza.

A região foi ocupada por imigrantes italianos no século XIX, que encontraram ali as condições ideais para o cultivo da uva Goethe. Desde então, passaram a cultivar uvas para a produção vinhos e  também suas tradições, configurando as manifestações étnicas que temos hoje.

Mapa

Região dos Vales da Uva Goethe

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Parreirais de uva Goethe

Urussanga foi sede da primeira colônia italiana do litoral sul catarinense, e onde foram plantados os primeiros parreirais que deram origem as atividades de vitivinicultura, ou cultivo de uvas e fabricação de vinho para fins comerciais.

A cidade está localizada a cerca de 200 Km da capital, Florianópolis, compondo os Vales numa mescla de clima rural, eventos culturais –  como a tradicional Festa do Vinho, realizada sempre nos anos pares, no mês de agosto -, águas termais, e a proximidade com as Serra do Rio do Rastro e Serra do Corvo Branco.
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Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Urussanga, SC

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Uva Goethe

Na região dos Vales da Uva Goethe, você pode desfrutar de passeios à vinícolas, cenário típico de colonização italiana, com arquitetura em casas de pedra centenárias… Veja algumas atrações por cidade:

URUSSANGA

• Vista Panorâmica da Antiga Vinícola Caruso Mac Donald, 1913 e da Antiga Vinícola Irmãos Cadorin, 1918

• Visita aos parreirais e vinícolas: Vitivinícola Urussanga, Vinícola Trevisol, Vinícola Mazon, Vinicola De Nonni

• Parque Municipal Ado Cassetari Vieira – Festa do Vinho nos anos pares em agosto

• Estação Ferroviária: sede da ProGoethe e Central de Informações Turísticas

• Praça Anita Garibaldi, Igreja Matriz Nossa Sra. da Conceição (arte sacra e réplica da Pietá, vinda da Itália), Praça Longarone

• Comunidades históricas de Rio Maior e Rio Caeté: patrimônio histórico e processos produtivos artesanais

• Sorveterias Italianas e Pub’s

• Sitio de Equitação

PEDRAS GRANDES

• Parreiral da uva Goethe da família Darcy Quarezemin: maior parreiral de uvas Goethe da região.

• Vista panorâmica da Serra Geral – paisagem com parreirais e vista panorâmica.

MORRO DA FUMAÇA

• Produção de Uva Orgânica

• Vinhos coloniais família Soratto

IÇARA

• Vinhos Quarezemin – Vinícola Industrial em construção em pedra com adega, degustação dos vinhos e eventos gastronômicos programados.

NOVA VENEZA (Colônia Nova Veneza)

• Praça central com Gondola vinda da Itália, Museu, Gastronomia típica

• Barragem do Rio São Bento e contrafortes da Serra Geral rumo a Siderópolis e Treviso.

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Vinho de uva branca Goethe – tim tim!

 Fontes (imagens e informações): Epagri, FAPESC, Vales da Uva Goethe 

câmera, ação e pé na estrada!

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A vida é feita de momentos! Estar presente em cada um deles é o desafio…

Quando viajamos sempre pensamos na experiência que teremos lá, no destino. Mas a viagem começa bem antes, com os preparativos e durante o percurso.

Cada vez mais apreciamos cada uma dessas etapas, desses momentos. E porque não registrá-los!?

Eis o caminho entre Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina…

Clique para assistir ao vídeo: Pé na estrada!!

🙂

 

 

Tainha na rede!

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Em Santa Catarina, a tainha é uma iguaria, todo “manezinho da ilha”,  ou quase todo, adora este peixe que já virou até nome de festa! Isso porque a tainha é um peixe de personalidade: de sabor forte e carne branca acinzentada.

Todos os anos ocorre em Santa Catarina, e no Brasil, o período de defeso, que é basicamente a paralisação da temporada da pesca para a preservação das espécies. Em geral, limita-se a um período fixo anual, que pode ir de março a agosto, visando proteger a época de reprodução e a fase em que os peixes jovens atingem certo tamanho e maturidade reprodutiva.

Mas antes de agosto, em meados de maio, a pesca de rede é liberada no litoral catarinense. Antes mesmo de ser liberada para pesqueiros industriais.

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Tainha

CAPTURA DA TAINHA

A captura da tainha é um evento esperado e faz parte de uma prática tradicional dos pescadores artesanais, o “arrastão de praia”. Na Barra da Lagoa, maior colônia de pescadores em Florianópolis, anos atrás tive a oportunidade de presenciar este acontecimento que já virou um ritual. Além dos pescadores, moradores e turistas fazem um mutirão para ajudar a retirar a rede do mar.

A pesca é uma arte! E como toda arte, a pesca da tainha tem suas particularidades. Dizem os pescadores que é uma pesca de ventos. O cardume sobe o litoral com o vento sul. Já o vento nordeste faz com que o cardume encoste nas praias, quando começa a ação.

Acontece assim: os pescadores, antes do amanhecer já estão com seus barcos preparados, atentos aos sinais vindos do mar, da natureza. Alguns deles, pescadores experientes, ficam posicionados em pontos altos, nos costões. Sua missão é avistar o cardume e avisar os outros pescadores que estão na praia.

Imagine avistar um cardume de peixes no mar! Há de se ter o olhar realmente treinado para conseguir identificar a mancha avermelhada ao longe e sinalizar a hora do cerco, orientando seus colegas o momento certo de partir para a captura!

Dado o sinal, os pescadores na praia empurram os barcos para dentro d’água, ligeiro, e posicionam a longa rede no mar. Então, pouco tempo depois, a praia já está cheia de gente querendo ajudar, esperando o momento do arrastão da rede.

E todos fazem força, puxam, um espetáculo! Grande quantidade de peixes na areia da praia! Lindo de ver…

Após a retirada da rede do mar, os peixes são contados e distribuídos entre os pescadores. Uma parte é separada para aqueles que ajudaram no mutirão. A partir daí, peixe fresco nas peixarias, restaurantes, várias maneiras de preparar o fruto. Obrigada mãe natureza!

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“Arrastão de praia” (imagem da internet)

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Mutirão para retirada da rede do mar (imagem da internet)

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Tainha na rede (imagem da internet)

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Tainhas capturadas (imagem da internet)

APRECIANDO UMA TAINHA

Quando chega essa época do ano, de frio, já sabemos que teremos tainha fresca, direto com o pescador na praia, ou na peixaria, e normalmente maiores e mais pesadas que em outras épocas do ano. Compramos as nossas já limpas e preparamos de duas maneiras: assada e escalada.

O preparo da tainha para assar pode variar bastante, com ou sem recheio, apenas com sal, ou até sem nada, fica muito boa. A nossa estava ovada!

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Preparo: tainha assada!

A tainha escalada leva um pouco mais de tempo para preparar. O peixe deve ser cortado pela parte da espinha, que deve ser retirada. Com ela aberta é espalhado o sal, deixando descansar por alguns minutos. Depois, tira-se o excesso de sal e assim ela deve permanecer por cerca de 10 horas, ou de um dia para o outro. Hoje em dia, é conservada na geladeira, em refratário fechado, mas antigamente o peixe descansava ao luar… Rsrs

Depois é só assar, no forno ou churrasqueira, ou ainda fritar. Parece carne seca, mas de peixe. Ah, e vai bem com tudo, salada, arroz com feijão, pirão de peixe… Tainha escalada, nossa carne seca do mar, fica boa até depois de fria. Um bom petisco, acompanhado de uma cervejinha, então! 😉

Para quem gosta de tainha, uma delícia, um momento esperado!

E você, gosta de tainha?  Qual a sua preparação favorita? 🙂

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Roteiro de 1 dia em Brusque

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De colonização polonesa, italiana e predominantemente alemã, Brusque é mais uma das cidades que compõem o Vale Europeu de Santa Catarina. Suas principais características são as belezas naturais, arquitetônicas e peculiaridades históricas. Mas Brusque concentra um grande número de fábricas de têxteis e disponibiliza produtos de vestuário e tecidos para pronta entrega. Fomos até lá conferir! 🙂

Confesso que não vamos muito a shoppings fazer compras, mas a ideia de comprar a preços de fábrica é bastante atraente. Então, fui até um shopping perto de casa para ter uma noção dos preços que são “praticados” e poder comparar quando chegasse em Brusque.

Localizada a cerca de 100 Km de Florianópolis, seguindo pela BR-101, pegamos o retorno para São João Batista, passando por Nova Trento e seguimos até Brusque por uma estrada sinuosa. Mas antes de irmos para a FIP (Feira da Moda), fizemos aquela parada para o almoço.

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Trecho da estrada para Brusque

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Pelo caminho, antiga fábrica têxtil

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Arquitetura germânica, Brusque

Fomos conhecer o prato típico da região, marreco com repolho roxo, herdado da culinária alemã, que de tão característico criou-se uma festa, a Festa Nacional do Marreco ou FENARRECO, que acontece em outubro.

O restaurante que nos foi recomendado ficava na cidade vizinha, Guabiruba, cerca de 15 km de distância, a Churrascaria Schumacher. Mesa farta, chopp local, comida boa… Aprovado!

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Churrascaria em Guabiruba, vizinha de Brusque

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Marreco com repolho roxo, churrasco alemão!

Pronto! Podemos conhecer a FIP… 🙂

Retornando a Brusque, nos dirigimos à Rodovia Antônio Heil, 3800, na FIP, onde ficam concentradas as inúmeras lojas. O local é fácil de achar com o GPS do celular, mas caso haja dúvidas, vale perguntar para alguém da cidade…

No local há estrutura de shopping, com estacionamento público (sempre lotado, rs) e privado, brinquedoteca, praça de alimentação, etc. Uma dica bacana é já ter em mente (ou em lista) as coisas que pretende comprar para manter o foco e ganhar tempo, pois é fácil ficar perdido em meio a tantas opções.

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FIP – Feira da Moda, Brusque

Ficamos 3h circulando pela FIP, havia grande movimento, mas agradável para compras. Diria que vale a pena reservar um pouco mais de tempo, chegar mais cedo, ou até dormir por lá e aproveitar o dia seguinte para conhecer melhor a cidade.

Compramos alguns poucos e bons itens de vestuário e já posso dizer que valeu a pena a viagem! Os preços são realmente inferiores àqueles “praticados” no shopping perto de casa.

Se você estiver por Santa Catarina, insira Brusque em seu roteiro, para compras de vestuário e têxteis, e aproveite para passar em São João Batista, no trajeto, onde ficam as fábricas de sapatos! 😉

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As crianças se divertem durante o passeio…

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Onde estão as meninas…

 

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Floripinhas Agenda Cultural Infantil

Amigo de Viagem

Reinventando a viagem – Urubici

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Partimos em uma quinta-feira quente e ensolarada rumo a Urubici, na serra catarinense. De Florianópolis para Urubici temos duas possibilidades de rota: a primeira rota é seguindo pela BR 282, percorrendo 169 Km, passando pelas cidades de Rancho Queimado, Alfredo Wagner e Bom Retiro; e a segunda rota, percorrendo 242 Km indo até Tubarão e seguindo pela Serra do Rio do Rastro, passando pelas cidades de Orleans, Bom Jardim da Serra e Pericó. E finalmente Urubici!!

Optamos por ir pela Serra do Rio do Rastro… você conhece? Um cenário belo e desafiador! São 284 curvas – conhecidas como cotovelos, por serem muito fechadas – em apenas 25 Km de estrada, onde circulam vagarosamente carros, caminhões, ciclistas, motociclistas, e até andarilhos… é impressionante!

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Serra do Rio do Rastro – Santa Catarina

Urubici fica a uma altitude de 915 m acima do nível do mar e podemos ir até lá em várias ocasiões, durante as estações quentes e aproveitar as cachoeiras ou durante as estações frias e curtir um verdadeiro frio catarinense.

Paramos várias vezes para contemplar a paisagem

E como viagens podem ser cheias de imprevistos…

Uma típica viagem de feriadão. Era um dia bem quente e ensolarado. Como sempre, conferimos o aplicativo de celular que informa o clima do destino. E lá dizia: chuva! Sem acreditar que aquele solzão seria encoberto por uma imensa e úmida nuvem, e teimosos que somos, levamos nossas roupas de banho! Pra quê?!

Assim que chegamos na cidade, nos instalamos na pousada, um calor, nos aprontamos para passear pelo centrinho, jantar e… CABRUM! Vem a nuvem chover sobre Urubici… A dita nuvem nos acompanhou por todo o dia seguinte e ganhou até um nome, Clô (de cloud, em inglês). Rsrs

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Dia chuvoso – paisagem próximo ao centro de Urubici

Aí, sabe aquela viagem pra tomar banho de cachoeira? Tivemos que reinventar! Compramos  alguns agasalhos – sim, o frio é frio mesmo – e plano B em ação…

Conhecemos restaurantes lindos e lojas com artesanatos lindos. Tudo muito aconchegante e de bom gosto. Aliás, a cidade é um brinco. Mesmo com 96% de ocupação dos hotéis e pousadas, circulávamos livremente, sem lotações ou trânsito. Isso se explica pela variedade de instalações da cidade, com pousadas no centro e outras de altitude, super charmosas e que nem dá vontade de sair.

Aproveitamos para utilizar as áreas públicas da cidade. Quando a chuva deu uma trégua, as crianças até brincaram nos brinquedos da praça. Mas logo um morador sabido anuncia: “Vamos embora porque vai chover de novo…” Achamos que seriam alguns pingos de chuva. Que nada… precisamos correr, foi um toró! Ai, ai… Rsrs

Então, ficamos sabendo que acontecia ali perto, a 60 Km, em São Joaquim, a Festa da Maçã, e fomos conferir. Um clima rural, bem parecido com Urubici, uma festa cheia de… maçãs! De todos os tamanhos, desde aquelas que se pareciam com uma acerola, até a maior de todas, com cerca de 800 g, parecendo um mamão papaya. Há também um pavilhão para os artesãos locais, onde vendem-se produtos feitos de maçã e artesanato.

Festa da Maçã – São Joaquim/SC

Bem ao lado acontecia uma festa de rodeio, com leilão de lotes de cavalos e gado, e do outro lado da cerca, cavaleiros (peões) com seus laços girando no alto de suas cabeças laçavam bezerros que corriam e pareciam um tanto “assustados”… a sensação é um misto de achar que é interessante por ser a cultura de um povo e “ai que dó”!

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Após saborearmos os quitutes locais, voltamos para Urubici. A música embalava nosso retorno, as crianças dormindo e a dita nuvem “Clô” nos acompanhava…

A noite, mais um super charmoso restaurante, boas companhias e founde, harmonizado com cervejas locais… hmmm

Igreja Matriz de Urubici e Vovô Delman e Tia Laura, companheiros de viagem

Dia seguinte! Dia de voltar para casa, com aquele tempo chuvoso, resolvemos partir pela primeira rota com uma parada para almoço em Rancho Queimado. Estrada linda, cheia de araucárias e quem veio nos prestigiar? O sol!! 🙂

Ótimo passeio, novos lugares, novos ares e reflexões… Pois é, viajando aprendemos de tudo um pouco. No último momento refazer nossas motivações para viajar, sempre ter um plano B e confiar no aplicativo do clima… Rsrs

Precisamos voltar para um banho de cachoeira!

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Amigo de Viagem

 

Viajando a gente aprende: Joinville, a cidade dos príncipes

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Quando pensamos em viajar buscamos várias motivações: descanso, aventura, encontros… Uma das nossas maiores motivações e que nos deixa bastante felizes é encontrar a família e os amigos que moram em outras cidades.

E foi assim que fomos visitar a cidade de Joinville, na região nordeste de Santa Catarina, localizada a 179 Km de Florianópolis pela BR 101.

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Cidade dos Príncipes – Joinville – Santa Catarina

Joinville foi presente para um príncipe! Em 1843, a filha de D. Pedro I, princesa Francisca Catarina, casou-se com o francês François Ferdinand, o Príncipe de Joinville.

Naqueles tempos, os casamentos envolviam politicagem, acerto de contas e tradições. Assim, François recebeu como dote um belo pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco, atual cidade histórica e praiana de São Francisco do Sul.

Além de ser conhecida, pela sua história, como “a cidade dos príncipes”, Joinville também é lembrada por sediar o Festival de Dança de Joinville e a Escola de Teatro Bolshoi no Brasil, primeira e única filial fora de Moscou. Muito bacana!

São tantas curiosidades… é a cidade mais populosa de Santa Catarina e um importante pólo econômico e tecnológico do Brasil. E tem mais! Joinville tem 6 cidades irmãs no mundo, que são cidades que compartilham características semelhantes ou pontos e referências históricas comuns.

Quanta história! Esse é o nosso Brasil…

Vejam só, fomos até Joinville encontrar familiares joinvilenses e amigos vindos de Brasília para um evento na cidade, e tivemos uma verdadeira aula de história em ótimas companhias!!

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Mirante do Morro da Boa Vista – Joinville/SC

Passeio lindo! O Morro da Boa Vista é cartão-postal de Joinville. Abriga um parque zoobotânico, além de um mirante que fornece uma linda vista para a cidade.

Dá para chegar lá em cima a pé, de bicicleta ou de ônibus. São 2 Km de percurso até o local onde se tem uma vista de 360 graus!

As meninas sempre querem espiar pela luneta… “Mamãe, papai, me dá um real?!” Rsrs

E fomos conhecer o Centreventos, onde acontecem os eventos de grande porte na cidade. O complexo abriga a Arena Multiuso, o Centro de Convenções e o Expocentro.

Ao darmos a volta no edifício, pudemos conhecer ainda onde ficam a Fundação Cultural de Joinville e a Escola de Teatro Bolshoi.

Nesse passeio de reconhecimento do lugar descobrimos que todas as sextas-feiras os alunos do Bolshoi se apresentam numa das salas, gratuitamente, e que o espetáculo começaria em 30 minutos. Que oportunidade! Estávamos no lugar certo, na hora certa! 😊

Abaixo, os talentosos e super disciplinados alunos da Escola de Teatro Bolshoi.

Visitamos até um sítio nos arredores da cidade e matamos a saudade de pessoas tão queridas. Bom demais!

Joinville, voltaremos para descobrir mais das suas histórias e de suas belezas! 😀