Arquivo da categoria: Florianópolis

5 trilhas que você pode fazer com as crianças em Florianópolis

Padrão
Dias ensolarados são uma ótima oportunidade de explorar lugares que ainda não conhecemos perto de casa, estar em contato com a natureza e aprender um pouco mais da história da nossa cidade.
Para fugir um pouco do circuito de praias e fazer um passeio diferente, selecionamos 5 trilhas ecológicas em Floripa para adultos e crianças se sentirem em uma aventura!
Preparem-se!
Envolva as crianças no planejamento do passeio, eles adoram! Cada um pode ficar responsável por parte da preparação… É necessário, além de roupas de banho, vestir roupas leves e proteção solar (boné e filtro solar), tênis e meias (previnem escorregões e protegem de pedras e pequenos insetos), garrafinhas de água mineral (para hidratação durante o percurso) e um lanche leve e saudável (frutas, barrinhas, biscoitos e sanduíches estão valendo). Lembrem-se de trazer todo o seu lixinho de volta… Tudo pronto, é hora da aventura!
1 – Trilha da Barra da Lagoa para a Prainha 
A prainha da Barra da Lagoa também é conhecida como Prainha do Leste. Vá até a Barra da Lagoa e atrevesse a ponte pênsil do canal da Barra, então siga pela trilha cerca de 15 minutos até a Prainha. A faixa de areia tem cerca de 70 metros e o mar é de ondas brandas. É recomendado levar água e lanche, pois os restaurantes ficam próximos a ponte pênsil que dá acesso a trilha.
Imagem 01 - ponte pensil barra da lagoa

Ponte pênsil da Barra da Lagoa

Imagem 02 - prainha da barra da lagoa

Prainha do Leste

2 – Trilha ecológica do Parque Estadual do Rio Vermelho
As visitas ao parque são orientadas e os guias contam a histórias do parque e dos animais que vivem ali. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h ás 17h, com horários de saída a cada 30 minutos. Para agendamento entre em contato pelo telefone (48) 3665-4492 ou pelo e-mail trilha@fatma.sc.gov.br. Mais informações: Parque Estadual do Rio Vermelho.
Imagem 03 - parque rio vermelho 1

Trilha do Parque Estadual do Rio Vermelho

Imagem 04 - parque rio vermelho 2

Educação ambiental – Pq Est. Rio Vermelho

 3 – Trilha da Lagoa do Peri

A Lagoa do Peri, maior lagoa de água doce de Santa Catarina, está localizada próximo ao Morro das Pedras, na beira da rodovia que dá acesso à Praia da Armação. Lá tem área para piquenique e churrasco, parquinho, lanchonete e ainda é possível alugar caiaques e pranchas de stand up. A trilha se chama Caminho da Gurita, tem cerca de 3 Km de extensão, intensidade leve para mediano, com riachos e pequenas cachoeiras. Se achar que a trilha é muito longa para as crianças pequenas, você pode percorrer apenas uma parte do percurso.
Imagem 05 - lagoa do peri 1

Lagoa do Peri

Imagem 06 - lagoa do peri 2

Trilha Caminho da Gurita

4 – Trilha do Gravatá
Vizinha da Praia Mole e pouco conhecida, a Praia do Gravatá tem uma pequena extensão de areia e o acesso se dá apenas pela trilha que começa na placa da escola Parapente Sul, na subida do morro que vai para a Praia Mole.
A caminhada tem uma subida logo no início, mas é de intensidade leve e dura cerca de 30 minutos. Durante a trilha, no alto do morro, fica a rampa utilizada para os saltos de parapente, a partir daí é só descer até a praia de onde podemos avistar a movimentação da Praia Mole. Vá preparado, nesta praia não há estrutura de bares ou restaurantes, leve bastante água e um lanche para o passeio.
Imagem 07 - gravatá 1 - inicio da trilha

Início da trilha para o Gravatá

Imagem 08 - gravatá 2

Praia do Gravatá

5 – Trilha de Naufragados

A trilha para a Praia de Naufragados encontra-se no extremo sul da ilha e leva esse nome porque em 1753 duas embarcações portuguesas naufragaram bem ali. Para chegar lá de carro vamos pelo Ribeirão da Ilha até o final da Caeira da Barra do Sul, onde há estacionamentos. A partir daí seguimos a pé pela trilha por cerca de 1,2 Km. Mantenha-se na trilha principal, ela é bem marcada e arborizada, com pequenos riachos onde podemos nos refrescar. A praia fica em área de preservação. mas há alguns restaurantes que servem especialmente frutos do mar. Fique atendo ao horário de retorno, antes do fim da tarde, lembre-se que terá que voltar pelo mesmo caminho.
Imagem 10 - naufragados 2

Praia de Naufragados

E então, qual delas você se animou a fazer? Chame as crianças para ajudar a escolher, certamente elas sempre se lembrarão dessa aventura diferente!!

Anúncios

Coza Nossa – um tour em Floripa

Padrão

Fazer turismo na nossa cidade também vale, né? Dia desses fomos com as crianças fazer um tour num dos bairros de Florianópolis. Esse tour é uma proposta muito bacana do Guia Manezinho, do Rodrigo Stüpp, que é guia de turismo profissional, junto com a Cervejaria Cozalinda, e visa mostrar nossa Floripa com aquele olhar nativo…“coza masx quirida”.

O que me chamou a atenção para esse passeio foi a intenção do projeto, de valorizar a cultura da nossa cidade por meio do turismo de experiência com moradores, preservando e levando adiante as nossas histórias e estórias. Muito bom!

Nosso ponto de encontro foi na Cervejaria Cozalinda, no bairro de Coqueiros. De lá, o grupo atravessou a rua e se acomodou no gramado da Praia de Coqueiros bem em frente ao bar. Era um fim de tarde lindo. Enquanto admirávamos a vista, ouvíamos as histórias do Guia Manezinho.

Imagem 1

Tour Coza Nossa na Praia de Coqueiros

O tema desse tour é “Franklin Cascaes e as Bruxas”. Franklin Cascaes era um manezinho da ilha (termo popularmente utilizado para designar os nativos de Florianópolis), professor e folclorista, que se empenhou muito em registrar as crenças e costumes do povo ilhéu em centenas de cadernos preenchidos, gravações e também uma coleção de gravuras e esculturas .

O folclorista registrou o cotidiano de pescadores, rendeiras e agricultores. Mas as histórias de bruxas são as que mais chamam a atenção, diz que vieram com os supersticiosos açorianos na época da colonização, no século XVIII.

Imagem 7

Gravura “Congresso Bruxólico”, Franklin Cascaes (1970)

Na segunda parte do tour, o grupo fez uma caminhada até Itaguaçu, onde conhecemos um pouco mais da origem de Cascaes e a história do “salão das bruxas” – que conta que as bruxas fizeram uma grande festa e não convidaram o diabo. Ele ficou sabendo, foi até o local da festa e, com raiva, transformou cada uma das bruxas em pedra… essa história deu nome à uma formação de rochas na beira do mar, bem ali na Praia de Itaguaçu.

Imagem 2

Caminhada de Coqueiros à Itaguaçu

Imagem 3

Homenagem à Franklin Cascaes

Imagem 4

O pôr do sol em Itaguaçu

Imagem 5

Ouvindo a história do “salão das bruxas”

Imagem 6

O salão das bruxas na Praia de Itaguaçu

É isso aí, pessoal! Sempre que temos oportunidade participamos de eventos como o Tour Coza Nossa, porque o turismo a gente também faz viajando pela cultura da nossa cidade. E depois transmitindo esse conhecimento às pessoas que vem nos visitar!

🙂

câmera, ação e pé na estrada!

Padrão

IMG_1675.JPG

A vida é feita de momentos! Estar presente em cada um deles é o desafio…

Quando viajamos sempre pensamos na experiência que teremos lá, no destino. Mas a viagem começa bem antes, com os preparativos e durante o percurso.

Cada vez mais apreciamos cada uma dessas etapas, desses momentos. E porque não registrá-los!?

Eis o caminho entre Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina…

Clique para assistir ao vídeo: Pé na estrada!!

🙂

 

 

Tainha na rede!

Padrão

Em Santa Catarina, a tainha é uma iguaria, todo “manezinho da ilha”,  ou quase todo, adora este peixe que já virou até nome de festa! Isso porque a tainha é um peixe de personalidade: de sabor forte e carne branca acinzentada.

Todos os anos ocorre em Santa Catarina, e no Brasil, o período de defeso, que é basicamente a paralisação da temporada da pesca para a preservação das espécies. Em geral, limita-se a um período fixo anual, que pode ir de março a agosto, visando proteger a época de reprodução e a fase em que os peixes jovens atingem certo tamanho e maturidade reprodutiva.

Mas antes de agosto, em meados de maio, a pesca de rede é liberada no litoral catarinense. Antes mesmo de ser liberada para pesqueiros industriais.

Imagem1

Tainha

CAPTURA DA TAINHA

A captura da tainha é um evento esperado e faz parte de uma prática tradicional dos pescadores artesanais, o “arrastão de praia”. Na Barra da Lagoa, maior colônia de pescadores em Florianópolis, anos atrás tive a oportunidade de presenciar este acontecimento que já virou um ritual. Além dos pescadores, moradores e turistas fazem um mutirão para ajudar a retirar a rede do mar.

A pesca é uma arte! E como toda arte, a pesca da tainha tem suas particularidades. Dizem os pescadores que é uma pesca de ventos. O cardume sobe o litoral com o vento sul. Já o vento nordeste faz com que o cardume encoste nas praias, quando começa a ação.

Acontece assim: os pescadores, antes do amanhecer já estão com seus barcos preparados, atentos aos sinais vindos do mar, da natureza. Alguns deles, pescadores experientes, ficam posicionados em pontos altos, nos costões. Sua missão é avistar o cardume e avisar os outros pescadores que estão na praia.

Imagine avistar um cardume de peixes no mar! Há de se ter o olhar realmente treinado para conseguir identificar a mancha avermelhada ao longe e sinalizar a hora do cerco, orientando seus colegas o momento certo de partir para a captura!

Dado o sinal, os pescadores na praia empurram os barcos para dentro d’água, ligeiro, e posicionam a longa rede no mar. Então, pouco tempo depois, a praia já está cheia de gente querendo ajudar, esperando o momento do arrastão da rede.

E todos fazem força, puxam, um espetáculo! Grande quantidade de peixes na areia da praia! Lindo de ver…

Após a retirada da rede do mar, os peixes são contados e distribuídos entre os pescadores. Uma parte é separada para aqueles que ajudaram no mutirão. A partir daí, peixe fresco nas peixarias, restaurantes, várias maneiras de preparar o fruto. Obrigada mãe natureza!

Imagem2

“Arrastão de praia” (imagem da internet)

Imagem3

Mutirão para retirada da rede do mar (imagem da internet)

Imagem4

Tainha na rede (imagem da internet)

Imagem5

Tainhas capturadas (imagem da internet)

APRECIANDO UMA TAINHA

Quando chega essa época do ano, de frio, já sabemos que teremos tainha fresca, direto com o pescador na praia, ou na peixaria, e normalmente maiores e mais pesadas que em outras épocas do ano. Compramos as nossas já limpas e preparamos de duas maneiras: assada e escalada.

O preparo da tainha para assar pode variar bastante, com ou sem recheio, apenas com sal, ou até sem nada, fica muito boa. A nossa estava ovada!

IMG_2930

Preparo: tainha assada!

A tainha escalada leva um pouco mais de tempo para preparar. O peixe deve ser cortado pela parte da espinha, que deve ser retirada. Com ela aberta é espalhado o sal, deixando descansar por alguns minutos. Depois, tira-se o excesso de sal e assim ela deve permanecer por cerca de 10 horas, ou de um dia para o outro. Hoje em dia, é conservada na geladeira, em refratário fechado, mas antigamente o peixe descansava ao luar… Rsrs

Depois é só assar, no forno ou churrasqueira, ou ainda fritar. Parece carne seca, mas de peixe. Ah, e vai bem com tudo, salada, arroz com feijão, pirão de peixe… Tainha escalada, nossa carne seca do mar, fica boa até depois de fria. Um bom petisco, acompanhado de uma cervejinha, então! 😉

Para quem gosta de tainha, uma delícia, um momento esperado!

E você, gosta de tainha?  Qual a sua preparação favorita? 🙂

Este post foi publicado também em:

Educação ambiental: aprender brincando, para uma vida mais sustentável

Padrão

Como nem todo final de semana é possível viajar, procuramos passeios bacanas perto de casa, para distrair as crianças e gastar suas energias e, porque não, aprender algo que levarão para suas vidas.

Nosso passeio foi no Projeto TAMAR, que fica na Barra da Lagoa, em Florianópolis/SC. Foi um dos passeios que listamos neste post, e que desta vez fomos tirar a prova… E valeu a pena, adoramos! 🙂

IMG_2168

Projeto TAMAR – Florianópolis/SC

O Centro de Visitantes do  Projeto TAMAR auxilia no trabalho de conscientização e educação ambiental de visitantes, comunidades e pescadores.

Fizemos uma visita guiada e pudemos ver nos tanques de observação quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas que desovam no Brasil. A quinta espécie é a tartaruga gigante, que é realmente grande e segundo a instrutora não há espécimes em cativeiro, é encontrada apenas no mar.

O trabalho de educação ambiental é super importante, pois favorece, entre outras coisas, a construção de valores sociais essenciais à qualidade de vida e à sustentabilidade do meio ambiente. É feito de forma lúdica para adultos e crianças que podem ver na prática um pouco do que acontece nesse mundão que é o mar.

E além do mais, é muito legal brincar enquanto aprende…

A educação ambiental é tão importante que desde 1999 o termo é regido por uma lei, a Lei nº 9795/1999, que trata da Política Nacional de Educação Ambiental. No site o Ministério do Meio Ambiente (MMA) podemos ver alguns dos seus conceitos.

A nossa visita foi no Projeto TAMAR de Floripa, veja como chegar, mas tem outros tantos espalhados pela costa brasileira, busque o que está mais próximo de você e vá até lá!

Sabe o que também foi muito bacana? Depois da nossa visita, fomos à praia!! Andamos alguns poucos metros, tomamos um caldo de cana geladinho e tchibum!! Naquele calor, foi incrível!!!

 

5 passeios bacanas pra você fazer em Floripa!

Padrão

A ilha de Florianópolis, capital de Santa Catarina, encanta principalmente pela beleza de suas praias. Mas além das inúmeras praias, de mar forte ou nem tanto, de areia fofa ou durinha, de água gelada ou fresquinha, há outros passeios bacanas para fazer em Floripa… Com ou sem as crianças!

Aqui vão algumas sugestões de lugares imperdíveis:

1 – Passear no CENTRO DA CIDADE. E ver a figueira centenária na Praça XV de Novembro. Diz a lenda que quem dá uma volta na árvore visita mais uma vez a cidade, duas voltas são para namorar e três para casar (Rs).

A partir da Praça XV, a pé, você pode conhecer a Catedral Metropolitana de Florianópolis e, passando pela Rua Felipe Schmidt, chegar ao Mercado Público para se deliciar com comidas típicas, comprar artesanato e apreciar a arquitetura luso-brasileira.

 

Praça XV de Novembro – Centro de Florianópolis

De qualquer bairro você tem a opção de utilizar o transporte público e, indo até o terminal urbano, no Centro, já estará bem perto da Praça XV.

Se for de carro, poderá estacionar nos locais indicados pela ”Zona Azul”. Há sempre funcionários da Prefeitura uniformizados cobrando o valor do estacionamento. Ou ainda os estacionamentos particulares. Reserve um período, manhã ou tarde.

Mercado Público de Florianópolis – Centro

2 – Visitar o PROJETO TAMAR, na Barra da Lagoa. No Centro de Visitantes há um trabalho de conscientização e educação ambiental de visitantes, comunidades e pescadores.

O passeio rende um período e podemos observar as tartarugas nos tanques, tem espaço infantil, sala de vídeo e exposições, e até a loja do TAMAR. As crianças adoram! E os adultos também!!

Projeto TAMAR – Barra da Lagoa

Vejam nosso passeio ao Projeto TAMAR aqui!

3 – Visitar o PROJETO LONTRA, instalado na sede do Instituto Ekko Brasil, na Lagoa do Peri.

O projeto tem como objetivo principal desenvolver estudos científicos sobre este animal e recebe turistas em duas modalidades: em visitas guiadas voltadas à educação ambiental e turismo de conservação, onde o turista pode participar como ecovoluntário.

Projeto LONTRA – Lagoa do Peri

4 – Passeio de barco para a COSTA DA LAGOA, na Lagoa da Conceição. Partindo da Ponte da Lagoa, os barcos saem em horários específicos. Mas também é possível fretar uma embarcação.

Reserve um dia ensolarado para fazer este passeio e curta pelo caminho uma vista linda, a ondulação da água, o azul do céu, as gaivotas, as montanhas verdes e suas casas meio escondidas…

Então, chegamos ao povoado da Costa da Lagoa, cujo acesso é feito de barco ou por uma trilha de cerca de uma hora em meio à mata atlântica. Crianças a partir de seis anos já conseguem fazer a trilha, as vezes com uma ajudinha dos adultos (Rs).

Lá, há pequenas paradas numeradas para os barcos, que funcionam como pontos de ônibus e dão acesso às casas dos moradores e aos restaurantes de comidas típicas deliciosos à beira da lagoa. Enquanto espera a comida chegar, tome um banho de lagoa… Imperdível!

Costa da Lagoa – Lagoa da Conceição

5 – Almoçar no RIBEIRÃO DA ILHA, ao sul de Florianópolis, que tempos atrás valia a visita pelo rico cenário de herança açoriana.

Atualmente, é onde fica o maior pólo de cultivo de ostras, e que transformou o lugar em um centro gastronômico. Diz que ”aqui se cria, aqui se prova”.

Casas açorianas – Ribeirão da Ilha

Fazenda de ostras – Ribeirão da Ilha

Bom, esses são nossos passeios favoritos em Floripa, já fizemos mais de uma vez, com e sem as crianças!

E podem ser feitos em qualquer estação do ano.

E aí, quando você vem? 🙂

* Este post também foi publicado em:

Amigo de Viagem

Viva a Bela e Santa Catarina

Planejo Viajar

Floripinhas – Agenda cultural infantil