Arquivo da categoria: Vale Europeu SC

Roteiro de 1 dia em Brusque

Padrão

De colonização polonesa, italiana e predominantemente alemã, Brusque é mais uma das cidades que compõem o Vale Europeu de Santa Catarina. Suas principais características são as belezas naturais, arquitetônicas e peculiaridades históricas. Mas Brusque concentra um grande número de fábricas de têxteis e disponibiliza produtos de vestuário e tecidos para pronta entrega. Fomos até lá conferir! 🙂

Confesso que não vamos muito a shoppings fazer compras, mas a ideia de comprar a preços de fábrica é bastante atraente. Então, fui até um shopping perto de casa para ter uma noção dos preços que são “praticados” e poder comparar quando chegasse em Brusque.

Localizada a cerca de 100 Km de Florianópolis, seguindo pela BR-101, pegamos o retorno para São João Batista, passando por Nova Trento e seguimos até Brusque por uma estrada sinuosa. Mas antes de irmos para a FIP (Feira da Moda), fizemos aquela parada para o almoço.

DSC03084

Trecho da estrada para Brusque

DSC03088

Pelo caminho, antiga fábrica têxtil

brusque-santa-catarina

Arquitetura germânica, Brusque

Fomos conhecer o prato típico da região, marreco com repolho roxo, herdado da culinária alemã, que de tão característico criou-se uma festa, a Festa Nacional do Marreco ou FENARRECO, que acontece em outubro.

O restaurante que nos foi recomendado ficava na cidade vizinha, Guabiruba, cerca de 15 km de distância, a Churrascaria Schumacher. Mesa farta, chopp local, comida boa… Aprovado!

DSC03093

Churrascaria em Guabiruba, vizinha de Brusque

IMG_1448

Marreco com repolho roxo, churrasco alemão!

Pronto! Podemos conhecer a FIP… 🙂

Retornando a Brusque, nos dirigimos à Rodovia Antônio Heil, 3800, na FIP, onde ficam concentradas as inúmeras lojas. O local é fácil de achar com o GPS do celular, mas caso haja dúvidas, vale perguntar para alguém da cidade…

No local há estrutura de shopping, com estacionamento público (sempre lotado, rs) e privado, brinquedoteca, praça de alimentação, etc. Uma dica bacana é já ter em mente (ou em lista) as coisas que pretende comprar para manter o foco e ganhar tempo, pois é fácil ficar perdido em meio a tantas opções.

DSC03102

FIP – Feira da Moda, Brusque

Ficamos 3h circulando pela FIP, havia grande movimento, mas agradável para compras. Diria que vale a pena reservar um pouco mais de tempo, chegar mais cedo, ou até dormir por lá e aproveitar o dia seguinte para conhecer melhor a cidade.

Compramos alguns poucos e bons itens de vestuário e já posso dizer que valeu a pena a viagem! Os preços são realmente inferiores àqueles “praticados” no shopping perto de casa.

Se você estiver por Santa Catarina, insira Brusque em seu roteiro, para compras de vestuário e têxteis, e aproveite para passar em São João Batista, no trajeto, onde ficam as fábricas de sapatos! 😉

DSC03103

As crianças se divertem durante o passeio…

DSC03100

Onde estão as meninas…

 

* Este post foi publicado pelos também em:

Floripinhas Agenda Cultural Infantil

Amigo de Viagem

Anúncios

Reinventando a viagem – Urubici

Padrão

Partimos em uma quinta-feira quente e ensolarada rumo a Urubici, na serra catarinense. De Florianópolis para Urubici temos duas possibilidades de rota: a primeira rota é seguindo pela BR 282, percorrendo 169 Km, passando pelas cidades de Rancho Queimado, Alfredo Wagner e Bom Retiro; e a segunda rota, percorrendo 242 Km indo até Tubarão e seguindo pela Serra do Rio do Rastro, passando pelas cidades de Orleans, Bom Jardim da Serra e Pericó. E finalmente Urubici!!

Optamos por ir pela Serra do Rio do Rastro… você conhece? Um cenário belo e desafiador! São 284 curvas – conhecidas como cotovelos, por serem muito fechadas – em apenas 25 Km de estrada, onde circulam vagarosamente carros, caminhões, ciclistas, motociclistas, e até andarilhos… é impressionante!

Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro – Santa Catarina

Urubici fica a uma altitude de 915 m acima do nível do mar e podemos ir até lá em várias ocasiões, durante as estações quentes e aproveitar as cachoeiras ou durante as estações frias e curtir um verdadeiro frio catarinense.

Paramos várias vezes para contemplar a paisagem

E como viagens podem ser cheias de imprevistos…

Uma típica viagem de feriadão. Era um dia bem quente e ensolarado. Como sempre, conferimos o aplicativo de celular que informa o clima do destino. E lá dizia: chuva! Sem acreditar que aquele solzão seria encoberto por uma imensa e úmida nuvem, e teimosos que somos, levamos nossas roupas de banho! Pra quê?!

Assim que chegamos na cidade, nos instalamos na pousada, um calor, nos aprontamos para passear pelo centrinho, jantar e… CABRUM! Vem a nuvem chover sobre Urubici… A dita nuvem nos acompanhou por todo o dia seguinte e ganhou até um nome, Clô (de cloud, em inglês). Rsrs

paisagemUrubici

Dia chuvoso – paisagem próximo ao centro de Urubici

Aí, sabe aquela viagem pra tomar banho de cachoeira? Tivemos que reinventar! Compramos  alguns agasalhos – sim, o frio é frio mesmo – e plano B em ação…

Conhecemos restaurantes lindos e lojas com artesanatos lindos. Tudo muito aconchegante e de bom gosto. Aliás, a cidade é um brinco. Mesmo com 96% de ocupação dos hotéis e pousadas, circulávamos livremente, sem lotações ou trânsito. Isso se explica pela variedade de instalações da cidade, com pousadas no centro e outras de altitude, super charmosas e que nem dá vontade de sair.

Aproveitamos para utilizar as áreas públicas da cidade. Quando a chuva deu uma trégua, as crianças até brincaram nos brinquedos da praça. Mas logo um morador sabido anuncia: “Vamos embora porque vai chover de novo…” Achamos que seriam alguns pingos de chuva. Que nada… precisamos correr, foi um toró! Ai, ai… Rsrs

Então, ficamos sabendo que acontecia ali perto, a 60 Km, em São Joaquim, a Festa da Maçã, e fomos conferir. Um clima rural, bem parecido com Urubici, uma festa cheia de… maçãs! De todos os tamanhos, desde aquelas que se pareciam com uma acerola, até a maior de todas, com cerca de 800 g, parecendo um mamão papaya. Há também um pavilhão para os artesãos locais, onde vendem-se produtos feitos de maçã e artesanato.

Festa da Maçã – São Joaquim/SC

Bem ao lado acontecia uma festa de rodeio, com leilão de lotes de cavalos e gado, e do outro lado da cerca, cavaleiros (peões) com seus laços girando no alto de suas cabeças laçavam bezerros que corriam e pareciam um tanto “assustados”… a sensação é um misto de achar que é interessante por ser a cultura de um povo e “ai que dó”!

IMG_2453

Após saborearmos os quitutes locais, voltamos para Urubici. A música embalava nosso retorno, as crianças dormindo e a dita nuvem “Clô” nos acompanhava…

A noite, mais um super charmoso restaurante, boas companhias e founde, harmonizado com cervejas locais… hmmm

Igreja Matriz de Urubici e Vovô Delman e Tia Laura, companheiros de viagem

Dia seguinte! Dia de voltar para casa, com aquele tempo chuvoso, resolvemos partir pela primeira rota com uma parada para almoço em Rancho Queimado. Estrada linda, cheia de araucárias e quem veio nos prestigiar? O sol!! 🙂

Ótimo passeio, novos lugares, novos ares e reflexões… Pois é, viajando aprendemos de tudo um pouco. No último momento refazer nossas motivações para viajar, sempre ter um plano B e confiar no aplicativo do clima… Rsrs

Precisamos voltar para um banho de cachoeira!

* Este post também foi publicado em:

Amigo de Viagem (23/05/2016)

”Mamãe, quero mais Páscoas como essa. E nem precisa chocolate!”

Padrão

A Páscoa é o dia em que se presenteiam ”ovos de Páscoa” como símbolo de fertilidade, esperança e renascimento. Para quem adora chocolates, uma delícia! Para as crianças, uma festa!

Pudemos curtir nossa Páscoa em uma chácara de amigos queridos nos arredores de São Bento do Sul, uma cidade de colonização alemã e austríaca que fica no Planalto Norte de Santa Catarina. Lá se colhe o pinhão, que é a semente comestível da araucária.

Uma floresta de pinheiros em volta da chácara foi o cenário para que o coelho da Páscoa deixasse o seu rastro com moedas de chocolate e bombons, assustasse as galinhas (Rs) e escondesse as cestinhas com os ovos de chocolate. E as crianças de olhos arregalados!

Nesta região há uma tradição muito linda, que teve origem ainda na Idade Média, quando os ovos de Páscoa, que eram de galinha e de pato, eram presenteados às crianças durante as celebrações.

Com o tempo, para conservar os ovos frescos, as famílias aplicavam uma fina camada de cera líquida. E mais tarde esse hábito transformou-se no costume de colorir, pintar e decorar os ovos para dar de presente ou enfeitar árvores tiradas do jardim.

A (r)evolução desta história se dá quando as pessoas começam a rechear estes ovos com chocolate para presentear pessoas queridas! hmmm

Agora, tem coisa melhor do que unir toda essa brincadeira de Páscoa à natureza? Tem coisa melhor do que ouvir de uma filha essa frase: ”Mamãe, quero mais Páscoas como essa. E nem precisa chocolate!”?

Em contato com a natureza, as crianças desenvolvem o senso de observação espacial, percebem os seres vivos em seus diferentes estágios, entendem de onde vem o que a gente come.

E as lembranças?! Essas ficam para a vida toda!!

Obrigada pessoal de São Bento do Sul! Adoramos a Páscoa!

* Este post também foi publicado em:

Floripinhas Agenda Cultural Infantil