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Uruguai de carro – roteiro e documentação

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Nós sempre viajamos pelo Brasil de carro, mas viajar com o nosso carro para o exterior foi a primeira vez! Escolhemos ir para o Uruguai pela proximidade, e nesse post contamos sobre nosso roteiro, onde comprar pesos uruguaios e os documentos necessários para sair com o seu carro do Brasil e viajar tranquilo!

Como viajamos durante o inverno, decidimos fazer uma viagem mais “urbana”. Nessa época, as cidades praianas do Uruguai ficam quase desertas, vários estabelecimentos fechados e um vento super gelado. (Rs)

Documentação em dia

Antes de pegarmos a estrada, providenciamos alguns dos documentos necessários para viajarmos com carro próprio em outro país e observamos alguns detalhes que nos proporcionam tranquilidade quando viajamos.

Fomos ao Consulado do Uruguai em Florianópolis e conversamos com o cônsul, que nos deu as informações e várias dicas sobre o país. Além do usual seguro-saúde, que pode ser contratado junto à sua agência de viagens, levamos também:

  • Passaporte com validade vigente: sempre vale a pena conferir a validade do seu passaporte, certifique-se de que o prazo para vencer seja maior do que 6 meses. Você pode viajar também com a sua identidade (RG), desde que esteja em bom estado e com foto atual. Levamos os dois, mas utilizamos apenas o passaporte.
  • Carta Verde: este documento deve ser contratado com dias de antecedência em alguns bancos, seguradoras ou com o consultor de seguros de carros de sua preferência. A carta verde permite a circulação de carro estrangeiro em todos os países do Mercosul por período determinado em sua contratação, o valor também varia de acordo com esse período. Contratamos por 11 dias e custou R$124,00. Durante a viagem, antes de passarmos pela fronteira com o Chuy uruguaio vimos alguns anúncios de despachantes com ofertas de carta verde, com plantão 24h, mas costuma ser mais caro. É melhor sair de casa prevenido, até para ganhar tempo. Fomos informados pelo consulado uruguaio no Brasil que, carros estrangeiros que viajam pelo Brasil devem ter este documento impresso em papel verde, por via das dúvidas, fizemos isso.
  • Documento do carro (vigente) em nome de um dos condutores. Se o carro não pertencer à um dos condutores, é necessário ter em mãos uma declaração/autorização para utilização do veículo (em viagem) com firma reconhecida.
  • CNH: carteira de motorista do condutor principal do carro, e de outros possíveis condutores do carro.

Seguir essas conformidades garante a passagem pela fronteira em poucos minutos, já que a ansiedade de chegar é grande… Rs. Apresentamos o passaporte e pegamos o permiso (carimbo como o do visto) na aduana em território uruguaio – este local da imagem abaixo. No retorno fizemos o mesmo, mas na aduana do Brasil.

Dica: Nunca deixe de ir à aduana, em qualquer país! Há quem diga que não é necessário parar na aduana, mas que temos que torcer para não sermos “pegos” pela polícia.

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Aduana del Chuy – Uruguay

Estradas no Uruguai e dicas de condução

Encontramos estradas em boas condições e com boa sinalização por todo o nosso percurso e também nas localidades. A maior parte das vias é de mão dupla, com exceção da Ruta Interbalnearia, que é duplicada e liga Punta del Este à Colônia de Sacramento, passando por Montevidéu.

Em grande parte do percurso, principalmente do Chuy até Punta del Este, o visual é de campos verdes e fazendas, com pouco movimento de carros. Mas vá com calma… Observamos que os motoristas uruguaios andam sempre dentro dos limites de velocidade da via e quase nunca tentam ultrapassar… parece o Brasil?

Não há postos de fiscalização polícia nas estradas, mas fomos surpreendidos por algumas ‘blitz’ em pontos inesperados. Em uma delas fomos parados, o policial levou nossos passaportes, CNH do motorista e carta verde para consulta e em alguns minutos fomos liberados.

Dicas importantes

  • Regras de trânsito como usar cinto de segurança, ‘se beber não diriga’, são as mesmas do Brasil.
  • Estar sempre com os faróis acessos, mesmo durante o dia, é obrigatório em áreas urbanas, interurbanas e rurais.
  • Pedágios (Peaje, em espanhol) devem ser pagos apenas com pesos uruguaios, leve os valores em espécie, e custam sempre $U 75 (ou 75 pesos uruguaios, ou ainda 75 UYU) – valores de julho/2016.
  • Atenção aos limites de velocidade e os muitos pardais, grandes causadores de multas, e se levar uma multa, esta deverá ser paga na hora.
  • Evite infrações como excesso de velocidade e parar em locais proibidos, seu carro poderá ser apreendido.
  • Há poucos postos de combustível na estrada, sugerimos que mantenha o carro abastecido, quando tiver oportunidade
  • Carros alugados não estão autorizados a atravessar a fronteira.
  • Muitos hotéis não tem estacionamento e quando tem é cobrado um valor de uma diária para carros que quando consultamos variava de 10 até 30 dólares. Antes de fazer suas reservas de hotel, verifique se o estabelecimento dispõe estacionamento próprio e se é cobrada a diária.
  • O combustível no Uruguai é mais caro. Enquanto pagávamos R$3,79 no Brasil – valores de julho/2016, no Uruguai pagamos cerca de R$5,00 (convertendo pesos em reais).

Onde comprar pesos uruguaios

Tentamos comprar em casas de câmbio, bancos e agências de viagem ainda em Florianópolis, antes da viagem, mas sem sucesso. Pensamos em levar alguma quantia de dólares, mas fomos informados de que não seria necessário. E realmente, no Uruguai, com exceção dos pedágios, conseguimos pagar hospedagem, alimentação e combustível com reais ou cartão de crédito.

Então saímos de casa com ‘nossos reais’ e no Chuí (brasileiro) antes da fronteira, enquanto abastecíamos o carro conseguimos fazer o câmbio na loja de conveniência do posto de gasolina. Bastante informal, mas garantimos os valores para os pedágios.

Depois encontramos casas de câmbio facilmente nas localidades, mas com valores que variam bastante. Encontramos ofertas de câmbio de $U 7 até $U 8,50 por R$ 1,00, sendo que o maior valor (em $U) aumenta nosso poder de compra.

Vale utilizar o cartão de crédito em muitas situações, pois o imposto cobrado para transações em moeda estrangeira (IOF) é deduzido da conta no momento do pagamento, e consta na sua via da nota.

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BR 101 – início da viagem

Roteiro de 11 dias

Nosso roteiro incluiu as cidades de Punta del Este, Colônia de Sacramento, com direito a um dia em Buenos Aires e Montevidéu. Saímos de Florianópolis no dia 15/julho, percorremos cerca de 700 Km até Pelotas, onde pernoitamos. Escolhemos fazer a travessia da fronteira pelo Chuy, a estrada (BR 471) é uma via de mão dupla, em bom estado e tem pouco movimento. Passamos por um longo trecho entre a Lagoa Mangueira e a Lagoa Mirim, o visual é lindo e pudemos avistar muitos bandos de capivaras. Logo cedo, após o café da manhã, seguimos para Punta del Este.

Nessa época do ano, as temperaturas no Uruguai raramente passam dos 10*C, esteja sempre agasalhado. Ainda assim encontramos muitos brasileiros por lá e apesar do frio, vivemos dias ensolarados. Choveu apenas no dia em que chegamos e no dia de ir embora, então pudemos aproveitar muito os passeios ao ar livre…

Distâncias percorridas

  • Florianópolis – Pelotas: 709 Km
  • Pelotas – Chuy (fronteira): 256 Km
  • Chuy – Punta del Este: 218 Km
  • Punta del Este – Colônia de Sacramento: 309 Km (passando por Montevideo)
  • Colônia de Sacramento – Montevidéu: 180 Km
  • Montevidéu – Jaguarão (fronteira): 416 Km
  • Jaguarão – Pelotas: 142 Km
  • Pelotas – Florianópolis: 709 Km

Punta del Este

Dia 1 – Check-in no Kalá Hotel Boutique, em La Barra, distante 10 minutos de carro do centro de Punta. De noite parrilla (autêntico churrasco uruguaio) no restaurante El Palenque.

Dia 2 – Conhecer a escultura Los Dedos e visitar o Puerto de Nuestra Señora de la Candelaria (o Porto de Punta del Este) e pôr do sol na Casapueblo. Jantar na Av. Gorlero, a principal da península, com vários restaurantes e lojas.

Dia 3 – Aproveitando as instalações do hotel. Tentar a sorte no cassino do Conrad Resort & Casino. Jantar no restaurante à beira mar Club de Pesca.

Dia 4 – Check-out em Punta del Este e viagem para Colônia de Sacramento.

Colônia de Sacramento

Dia 4 – Check-in na Posada El Viajero e conhecer o centro histórico a pé ao anoitecer. Jantar em um dos restaurantes da praça, nosso escolhido foi o Mezón de la Plaza, sempre degustando um vinho local, muito bom.

Dia 5 – Alugar bicicletas e circular por todo o centro histórico. Pôr do sol à beira do Rio da Prata.  Ir ao Puerto de Colonia (a pé) comprar passagens do Buquebus para no outro dia fazer a travessia do Rio de la Plata de balsa para conhecer Buenos Aires por um dia.

Dia 6 – Passagens compradas: ida 9h30 e retorno às 18h. Do Puerto Colonia até Puerto Madero, na Argentina, são 50 km de balsa e cerca de 1h de viagem. Já em Buenos Aires, utilizando o metrô (subte, em espanhol), conhecemos o Cemitério da Recoleta, Obelisco de Buenos Aires e Plaza Mayor. Almoçamos por lá e de noite comemos um delicioso chivito (típico sanduíche uruguaio).

Dia 7 – Conhecer os museus que contam a história da cidade. Comprar alfajores e doce de leite uruguaio para levar para casa. De tão bom, resolvemos repetir o chivito.

Dia 8 – Check-out em Colônia e viagem para Montevidéu

Montevidéu

Dia 8 – Check-in no hotel Tryp, no Barrio Punta Carretas, em Montevidéu. Jantar delicioso no restaurante Sa Cuina em Punta Carretas (recomendamos!).

Dia 9 – Caminhada de 6 km pela orla de Montevidéu até o Marcado del Puerto (mercado gastronômico próximo ao porto). Pelo caminho, muitas casas antigas e a vista do Rio de la Plata.

Dia 10 – Passeio à Feira de Tristán Narvaja, além de antiguidades, você pode encontrar kombis vendendo queijos, pimentas, doces de leite, roupas, discos e todo tipo de quinquilharias. E pode até ouvir uma banda de rock n’roll tocando na calçada.

Dia 11 – Dia de começar a voltar para casa. Check-out no hotel e pegar a estrada rumo ao Brasil, agora em direção à fronteira de Jaguarão, passando pela cidade de Treinta y Tres. Em Jaguarão, paramos na aduana para carimbar o passaporte e registrar a saída do Uruguai. Oportunidade de compras nos outlets! Paramos em Pelotas novamente para pernoite e seguimos para Florianópolis, chegando em casa no dia 12.

Bom demais!

Pelo caminho fomos fazendo o registro dos pedágios e no total (ida e volta) gastamos quase R$ 200,00 entre Brasil e Uruguai.

Foi uma viagem corrida, mas muito bacana. Vamos contar com detalhes como foi conhecer cada uma das localidades, mas nos próximos posts! 🙂

Enquanto isso, aprecie algumas imagens…

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BR 471 – entre Lagoa Mirim e Lagoa Mangueira – Brasil

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Forte de Santa Tereza – Puerto Garzón – Uruguai

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Punta del Este – pensa numa ventania gelada…

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Casapueblo – Punta Ballena – Uruguai

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Pôr do sol na Casapueblo

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Colônia de Sacramento – Uruguai

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Colônia de Sacramento – Uruguai

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Plaza Mayor – Buenos Aires – Argentina

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Mercado del Puerto – Montevideo – Uruguai

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Feira de Tristán Narvaja – Montevideo – Uruguai

Mostraremos mais imagens da nossa viagem ao Uruguai nos próximos posts… Aguardem!

🙂

 

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Café Colonial em Santo Amaro da Imperatriz

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Há tempos, viajantes e turistas, ao chagarem tarde da noite em cidades pouco movimentadas, eram recebidos por colonos que lhes ofereciam algo de comer e um leito para pernoitar. Naquela época não haviam hotéis ou restaurantes…

Já era um hábito dos colonos, agricultores moradores dessas localidades, desfrutar o café matinal, reforçado, representado pela mesa farta do colono, pois essa refeição lhe proporcionaria a energia necessária para o trabalho ao longo do dia.Com o passar dos anos – quando já haviam restaurantes – além do café matinal, recheado do melhor da culinária germânica, também era oferecido o almoço. O café matinal passou a ser chamado de ‘café com mistura’ e  depois tornou-se conhecido em todo o Brasil como ‘café colonial’.

E o que tem de tão gostoso no café colonial? 🙂

Muita coisa! Este café de mesa farta, pode ser servido em qualquer momento do dia, com o charme das xícaras e bules e grande variedade de pães de trigo e milho, roscas de polvilho, cucas, queijo, linguiça, morcilha, queijos, nata, requeijão, mel, salsicha bock, rocambole, rabanete e pepino (conservas), apfelstrudel (torta de maçã), schmier (geléias de frutas), wafles, vinho, chocolate quente, café, chás… Tudo de produção própria!

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Café Colonial – mesa farta, delícias alemãs e influências brasileiras

Em Santa Catarina, encontramos o café colonial em cidades da serra e do litoral. Nós visitamos um café colonial servido e um hotel bastante tradicional de Santo Amaro da Imperatriz, o Hotel Caldas da Imperatriz, localizado em uma construção do século XIX, onde há também uma sala de banhos termais.

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Santo Amaro da Imperatriz, cidade distante 25 Km do centro de Florianópolis

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Hotel Caldas da Imperatriz, construção do século XIX

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Buffet do Café Colonial, variedade de tortas e bolos

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Close no bolo de banana caramelada

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As crianças adoram se servir a vontade

E você, já experimentou desfrutar um momento como este?

O café colonial é uma tradição da cultura alemã, mas nós brasileiros adoramos. Não tem dia nem horário, independente do clima e da estação, é sempre uma boa ideia. E quanto mais delícias, melhor!!

Além disso, é um ótimo programa para fazer com a família e amigos!! Encontramos alguns por lá… 🙂

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Amigos, adoramos a companhia!

Já estivemos em Santo Amaro da Imperatriz em outra ocasião, no verão… quando visitamos uma cachoeira!

E neste vídeo um pouco da estrada para Santo Amaro da Imperatriz… pé na estrada!

😉

Enoturismo nos Vales da Uva Goethe

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Você sabia que em Santa Catarina temos uma região de fortes tradições italianas? Os Vales da Uva Goethe é um roteiro enoturístico, que compreende as cidades de Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Içara e Nova Veneza.

A região foi ocupada por imigrantes italianos no século XIX, que encontraram ali as condições ideais para o cultivo da uva Goethe. Desde então, passaram a cultivar uvas para a produção vinhos e  também suas tradições, configurando as manifestações étnicas que temos hoje.

Mapa

Região dos Vales da Uva Goethe

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Parreirais de uva Goethe

Urussanga foi sede da primeira colônia italiana do litoral sul catarinense, e onde foram plantados os primeiros parreirais que deram origem as atividades de vitivinicultura, ou cultivo de uvas e fabricação de vinho para fins comerciais.

A cidade está localizada a cerca de 200 Km da capital, Florianópolis, compondo os Vales numa mescla de clima rural, eventos culturais –  como a tradicional Festa do Vinho, realizada sempre nos anos pares, no mês de agosto -, águas termais, e a proximidade com as Serra do Rio do Rastro e Serra do Corvo Branco.
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Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Urussanga, SC

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Uva Goethe

Na região dos Vales da Uva Goethe, você pode desfrutar de passeios à vinícolas, cenário típico de colonização italiana, com arquitetura em casas de pedra centenárias… Veja algumas atrações por cidade:

URUSSANGA

• Vista Panorâmica da Antiga Vinícola Caruso Mac Donald, 1913 e da Antiga Vinícola Irmãos Cadorin, 1918

• Visita aos parreirais e vinícolas: Vitivinícola Urussanga, Vinícola Trevisol, Vinícola Mazon, Vinicola De Nonni

• Parque Municipal Ado Cassetari Vieira – Festa do Vinho nos anos pares em agosto

• Estação Ferroviária: sede da ProGoethe e Central de Informações Turísticas

• Praça Anita Garibaldi, Igreja Matriz Nossa Sra. da Conceição (arte sacra e réplica da Pietá, vinda da Itália), Praça Longarone

• Comunidades históricas de Rio Maior e Rio Caeté: patrimônio histórico e processos produtivos artesanais

• Sorveterias Italianas e Pub’s

• Sitio de Equitação

PEDRAS GRANDES

• Parreiral da uva Goethe da família Darcy Quarezemin: maior parreiral de uvas Goethe da região.

• Vista panorâmica da Serra Geral – paisagem com parreirais e vista panorâmica.

MORRO DA FUMAÇA

• Produção de Uva Orgânica

• Vinhos coloniais família Soratto

IÇARA

• Vinhos Quarezemin – Vinícola Industrial em construção em pedra com adega, degustação dos vinhos e eventos gastronômicos programados.

NOVA VENEZA (Colônia Nova Veneza)

• Praça central com Gondola vinda da Itália, Museu, Gastronomia típica

• Barragem do Rio São Bento e contrafortes da Serra Geral rumo a Siderópolis e Treviso.

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Vinho de uva branca Goethe – tim tim!

 Fontes (imagens e informações): Epagri, FAPESC, Vales da Uva Goethe 

câmera, ação e pé na estrada!

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A vida é feita de momentos! Estar presente em cada um deles é o desafio…

Quando viajamos sempre pensamos na experiência que teremos lá, no destino. Mas a viagem começa bem antes, com os preparativos e durante o percurso.

Cada vez mais apreciamos cada uma dessas etapas, desses momentos. E porque não registrá-los!?

Eis o caminho entre Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina…

Clique para assistir ao vídeo: Pé na estrada!!

🙂

 

 

Tainha na rede!

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Em Santa Catarina, a tainha é uma iguaria, todo “manezinho da ilha”,  ou quase todo, adora este peixe que já virou até nome de festa! Isso porque a tainha é um peixe de personalidade: de sabor forte e carne branca acinzentada.

Todos os anos ocorre em Santa Catarina, e no Brasil, o período de defeso, que é basicamente a paralisação da temporada da pesca para a preservação das espécies. Em geral, limita-se a um período fixo anual, que pode ir de março a agosto, visando proteger a época de reprodução e a fase em que os peixes jovens atingem certo tamanho e maturidade reprodutiva.

Mas antes de agosto, em meados de maio, a pesca de rede é liberada no litoral catarinense. Antes mesmo de ser liberada para pesqueiros industriais.

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Tainha

CAPTURA DA TAINHA

A captura da tainha é um evento esperado e faz parte de uma prática tradicional dos pescadores artesanais, o “arrastão de praia”. Na Barra da Lagoa, maior colônia de pescadores em Florianópolis, anos atrás tive a oportunidade de presenciar este acontecimento que já virou um ritual. Além dos pescadores, moradores e turistas fazem um mutirão para ajudar a retirar a rede do mar.

A pesca é uma arte! E como toda arte, a pesca da tainha tem suas particularidades. Dizem os pescadores que é uma pesca de ventos. O cardume sobe o litoral com o vento sul. Já o vento nordeste faz com que o cardume encoste nas praias, quando começa a ação.

Acontece assim: os pescadores, antes do amanhecer já estão com seus barcos preparados, atentos aos sinais vindos do mar, da natureza. Alguns deles, pescadores experientes, ficam posicionados em pontos altos, nos costões. Sua missão é avistar o cardume e avisar os outros pescadores que estão na praia.

Imagine avistar um cardume de peixes no mar! Há de se ter o olhar realmente treinado para conseguir identificar a mancha avermelhada ao longe e sinalizar a hora do cerco, orientando seus colegas o momento certo de partir para a captura!

Dado o sinal, os pescadores na praia empurram os barcos para dentro d’água, ligeiro, e posicionam a longa rede no mar. Então, pouco tempo depois, a praia já está cheia de gente querendo ajudar, esperando o momento do arrastão da rede.

E todos fazem força, puxam, um espetáculo! Grande quantidade de peixes na areia da praia! Lindo de ver…

Após a retirada da rede do mar, os peixes são contados e distribuídos entre os pescadores. Uma parte é separada para aqueles que ajudaram no mutirão. A partir daí, peixe fresco nas peixarias, restaurantes, várias maneiras de preparar o fruto. Obrigada mãe natureza!

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“Arrastão de praia” (imagem da internet)

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Mutirão para retirada da rede do mar (imagem da internet)

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Tainha na rede (imagem da internet)

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Tainhas capturadas (imagem da internet)

APRECIANDO UMA TAINHA

Quando chega essa época do ano, de frio, já sabemos que teremos tainha fresca, direto com o pescador na praia, ou na peixaria, e normalmente maiores e mais pesadas que em outras épocas do ano. Compramos as nossas já limpas e preparamos de duas maneiras: assada e escalada.

O preparo da tainha para assar pode variar bastante, com ou sem recheio, apenas com sal, ou até sem nada, fica muito boa. A nossa estava ovada!

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Preparo: tainha assada!

A tainha escalada leva um pouco mais de tempo para preparar. O peixe deve ser cortado pela parte da espinha, que deve ser retirada. Com ela aberta é espalhado o sal, deixando descansar por alguns minutos. Depois, tira-se o excesso de sal e assim ela deve permanecer por cerca de 10 horas, ou de um dia para o outro. Hoje em dia, é conservada na geladeira, em refratário fechado, mas antigamente o peixe descansava ao luar… Rsrs

Depois é só assar, no forno ou churrasqueira, ou ainda fritar. Parece carne seca, mas de peixe. Ah, e vai bem com tudo, salada, arroz com feijão, pirão de peixe… Tainha escalada, nossa carne seca do mar, fica boa até depois de fria. Um bom petisco, acompanhado de uma cervejinha, então! 😉

Para quem gosta de tainha, uma delícia, um momento esperado!

E você, gosta de tainha?  Qual a sua preparação favorita? 🙂

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Roteiro de 1 dia em Brusque

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De colonização polonesa, italiana e predominantemente alemã, Brusque é mais uma das cidades que compõem o Vale Europeu de Santa Catarina. Suas principais características são as belezas naturais, arquitetônicas e peculiaridades históricas. Mas Brusque concentra um grande número de fábricas de têxteis e disponibiliza produtos de vestuário e tecidos para pronta entrega. Fomos até lá conferir! 🙂

Confesso que não vamos muito a shoppings fazer compras, mas a ideia de comprar a preços de fábrica é bastante atraente. Então, fui até um shopping perto de casa para ter uma noção dos preços que são “praticados” e poder comparar quando chegasse em Brusque.

Localizada a cerca de 100 Km de Florianópolis, seguindo pela BR-101, pegamos o retorno para São João Batista, passando por Nova Trento e seguimos até Brusque por uma estrada sinuosa. Mas antes de irmos para a FIP (Feira da Moda), fizemos aquela parada para o almoço.

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Trecho da estrada para Brusque

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Pelo caminho, antiga fábrica têxtil

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Arquitetura germânica, Brusque

Fomos conhecer o prato típico da região, marreco com repolho roxo, herdado da culinária alemã, que de tão característico criou-se uma festa, a Festa Nacional do Marreco ou FENARRECO, que acontece em outubro.

O restaurante que nos foi recomendado ficava na cidade vizinha, Guabiruba, cerca de 15 km de distância, a Churrascaria Schumacher. Mesa farta, chopp local, comida boa… Aprovado!

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Churrascaria em Guabiruba, vizinha de Brusque

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Marreco com repolho roxo, churrasco alemão!

Pronto! Podemos conhecer a FIP… 🙂

Retornando a Brusque, nos dirigimos à Rodovia Antônio Heil, 3800, na FIP, onde ficam concentradas as inúmeras lojas. O local é fácil de achar com o GPS do celular, mas caso haja dúvidas, vale perguntar para alguém da cidade…

No local há estrutura de shopping, com estacionamento público (sempre lotado, rs) e privado, brinquedoteca, praça de alimentação, etc. Uma dica bacana é já ter em mente (ou em lista) as coisas que pretende comprar para manter o foco e ganhar tempo, pois é fácil ficar perdido em meio a tantas opções.

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FIP – Feira da Moda, Brusque

Ficamos 3h circulando pela FIP, havia grande movimento, mas agradável para compras. Diria que vale a pena reservar um pouco mais de tempo, chegar mais cedo, ou até dormir por lá e aproveitar o dia seguinte para conhecer melhor a cidade.

Compramos alguns poucos e bons itens de vestuário e já posso dizer que valeu a pena a viagem! Os preços são realmente inferiores àqueles “praticados” no shopping perto de casa.

Se você estiver por Santa Catarina, insira Brusque em seu roteiro, para compras de vestuário e têxteis, e aproveite para passar em São João Batista, no trajeto, onde ficam as fábricas de sapatos! 😉

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As crianças se divertem durante o passeio…

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Onde estão as meninas…

 

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Floripinhas Agenda Cultural Infantil

Amigo de Viagem

5 passeios bacanas pra você fazer em Floripa!

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A ilha de Florianópolis, capital de Santa Catarina, encanta principalmente pela beleza de suas praias. Mas além das inúmeras praias, de mar forte ou nem tanto, de areia fofa ou durinha, de água gelada ou fresquinha, há outros passeios bacanas para fazer em Floripa… Com ou sem as crianças!

Aqui vão algumas sugestões de lugares imperdíveis:

1 – Passear no CENTRO DA CIDADE. E ver a figueira centenária na Praça XV de Novembro. Diz a lenda que quem dá uma volta na árvore visita mais uma vez a cidade, duas voltas são para namorar e três para casar (Rs).

A partir da Praça XV, a pé, você pode conhecer a Catedral Metropolitana de Florianópolis e, passando pela Rua Felipe Schmidt, chegar ao Mercado Público para se deliciar com comidas típicas, comprar artesanato e apreciar a arquitetura luso-brasileira.

 

Praça XV de Novembro – Centro de Florianópolis

De qualquer bairro você tem a opção de utilizar o transporte público e, indo até o terminal urbano, no Centro, já estará bem perto da Praça XV.

Se for de carro, poderá estacionar nos locais indicados pela ”Zona Azul”. Há sempre funcionários da Prefeitura uniformizados cobrando o valor do estacionamento. Ou ainda os estacionamentos particulares. Reserve um período, manhã ou tarde.

Mercado Público de Florianópolis – Centro

2 – Visitar o PROJETO TAMAR, na Barra da Lagoa. No Centro de Visitantes há um trabalho de conscientização e educação ambiental de visitantes, comunidades e pescadores.

O passeio rende um período e podemos observar as tartarugas nos tanques, tem espaço infantil, sala de vídeo e exposições, e até a loja do TAMAR. As crianças adoram! E os adultos também!!

Projeto TAMAR – Barra da Lagoa

Vejam nosso passeio ao Projeto TAMAR aqui!

3 – Visitar o PROJETO LONTRA, instalado na sede do Instituto Ekko Brasil, na Lagoa do Peri.

O projeto tem como objetivo principal desenvolver estudos científicos sobre este animal e recebe turistas em duas modalidades: em visitas guiadas voltadas à educação ambiental e turismo de conservação, onde o turista pode participar como ecovoluntário.

Projeto LONTRA – Lagoa do Peri

4 – Passeio de barco para a COSTA DA LAGOA, na Lagoa da Conceição. Partindo da Ponte da Lagoa, os barcos saem em horários específicos. Mas também é possível fretar uma embarcação.

Reserve um dia ensolarado para fazer este passeio e curta pelo caminho uma vista linda, a ondulação da água, o azul do céu, as gaivotas, as montanhas verdes e suas casas meio escondidas…

Então, chegamos ao povoado da Costa da Lagoa, cujo acesso é feito de barco ou por uma trilha de cerca de uma hora em meio à mata atlântica. Crianças a partir de seis anos já conseguem fazer a trilha, as vezes com uma ajudinha dos adultos (Rs).

Lá, há pequenas paradas numeradas para os barcos, que funcionam como pontos de ônibus e dão acesso às casas dos moradores e aos restaurantes de comidas típicas deliciosos à beira da lagoa. Enquanto espera a comida chegar, tome um banho de lagoa… Imperdível!

Costa da Lagoa – Lagoa da Conceição

5 – Almoçar no RIBEIRÃO DA ILHA, ao sul de Florianópolis, que tempos atrás valia a visita pelo rico cenário de herança açoriana.

Atualmente, é onde fica o maior pólo de cultivo de ostras, e que transformou o lugar em um centro gastronômico. Diz que ”aqui se cria, aqui se prova”.

Casas açorianas – Ribeirão da Ilha

Fazenda de ostras – Ribeirão da Ilha

Bom, esses são nossos passeios favoritos em Floripa, já fizemos mais de uma vez, com e sem as crianças!

E podem ser feitos em qualquer estação do ano.

E aí, quando você vem? 🙂

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Amigo de Viagem

Viva a Bela e Santa Catarina

Planejo Viajar

Floripinhas – Agenda cultural infantil